Estudo do TCE-GO sobre primeira infância mostra situação crítica em todo o Brasil 

Números foram apresentados durante o lançamento do Portal da Primeira Infância do órgão goiano para o Conselho Nacional de Justiça, nesta sexta-feira, 29 

A situação da primeira infância em todo o Brasil apresenta dados alarmantes, segundo estudo elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO). Os números constam de painéis do Portal da Primeira Infância, lançado nesta sexta-feira, 29, pelo órgão goiano, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

O conselheiro do TCE-GO Edson Ferrari revelou que a situação nacional com os cuidados com a primeira fase da vida humana, que corresponde às crianças de zero a 6 anos de idade, está crítica. O portal, desenvolvido pelo Tribunal, com a chancela da Associação dos Membros dos TCs, do Instituto Rui Barbosa e do Conselho Nacional de Presidentes dos TCs, já está disponível para consulta. Em março, o CNJ designou o TCE-GO para fazer um estudo sobre a primeira infância, após apresentação de uma pesquisa de Ferrari.

A plataforma traz 10 indicadores sociais, compilados de fontes oficiais e mostrados em mapas, gráficos e linhas do tempo. Desse total, três deles foram considerados muito ruins, como mortalidade materna, partos cesáreos e crianças em creches e sete em nível de atenção: pré-natal, nascidos vivos de baixo peso, mortalidade infantil, mortalidade na infância, imunização contra poliomielite, cobertura de equipes de saúde da família e cobertura de esgotamento sanitário.

Por regiões e estados, é possível perceber a profundidade da desigualdade social. Os índices de vacinação contra pólio estão próximos de 90% em Santa Catarina e Rio Grande do Sul (ideal seria 95%), sendo menores que 40% no Amapá. No Paraná, quase 85% das mulheres têm acesso a pelo menos a sete consultas durante a gestação, mas no Amapá são apenas 36,7% e em Roraima, 41%.

Já em Roraima, Amapá e Amazonas os partos cesáreos representam menos de 40% do total. Em Goiás, o estado com pior desempenho, quase 70%. Em Rondônia, Paraná e Rio Grande do Sul mais de 60%. Nesse contexto, o percentual de cobertura de esgoto sanitário revela desigualdades abissais. Por exemplo, São Paulo e Distrito Federal contam com um pouco mais de 90%, enquanto Amapá, Rondônia e Pará, menos de 10%.

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