Estudo da UFG avalia infecção da Covid-19 em crianças e adolescentes

Segundo a pesquisa, as crianças transmitem pouco, mas são mais contaminadas o que faz a imunização necessária para essa faixa etária

Em um estudo iniciado em 2020, pela Universidade Federal de Goiás (UFG), mostrou que em um grupo de 267 crianças e adolescentes, de 5 a 19 anos, 25% se infectaram com a Covid-19, fazendo-se necessário a imunização com vacina nas crianças. Segundo o pesquisador, existe um potencial da doença se desenvolver de forma mais grave também nos mais novos.

Durante a fase crítica da pandemia, a faculdade de enfermagem da UFG iniciou uma testagem para ver a prevalência da Covid-19 em cerca de 800 adultos. Após, muitos testarem positivo, os próprios pais que estavam entre os contaminados, mostraram preocupação com seus filhos. Por conta disso, o departamento de pediatria resolveu lançar o projeto “tendinha” que era destinado para testagem e acompanhamento de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos.

Eles testaram 267 crianças e adolescentes. Desse total, 25% estavam contaminados. Para o professor, Paulo Sucasas, a pesquisa mostrou que as crianças transmitiam pouco o vírus, mas eram muito contaminadas. Os sintomas mais frequentes eram o de congestão nasal, tosse e a mais frequente, a perda do olfato.

Durante a pesquisa, nenhuma criança precisou ser internada, contudo, Sucasas afirmou que existe um potencial de gravidade. Ainda segundo ele, o estudo veio para mostrar que as crianças também deverão ser vacinadas contra o Covid-19.

A pesquisa foi publicada na revista “Pediatric Pulmonology”, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo na área da pediatria.

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