Estados firmam pacto de segurança para combater crime organizado

Acordo de cooperação técnica entre oito unidades da Federação foi definido por comitê interestadual. José Eliton será presidente do grupo

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O vice-governador de Goiás e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), José Eliton (PSDB), foi eleito, na tarde da última sexta-feira (1º/7), em Brasília, presidente do Pacto Interestadual de Segurança Integrada de oito Estados do Brasil Central e Distrito Federal, para a conjugação de esforços no combate ao crime organizado.

Ele coordenou o encontro, que reuniu por dois dias, técnicos e representantes de Segurança Pública de várias unidades da Federação na formatação do acordo de cooperação a ser assinado pelos governadores do Consórcio Brasil Central em agosto próximo. Paralelamente às questões de caráter deliberativo, já começa a serem executadas ações e estratégias conjuntas.

Após a reunião, que aprovou também o plano de trabalho pactuado pelos secretários de Segurança Pública, José Eliton inaugurou as instalações do Comitê de Inteligência Integrada do Consórcio Brasil Central, onde funcionará a célula permanente de inteligência. Entre outros desafios do grupo está o mapeamento de todas as organizações criminosas que agem dentro e fora dos presídios nos Estados centrais do Brasil.

De acordo com o goiano, a integração das forças de segurança dos Estados do Consórcio Brasil Central (que reúne Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Rondônia e Maranhão), mais os Estados de Minas Gerais e Bahia, que também passaram a integrar o pacto recentemente, é um avanço importante em todos os aspectos.

“Vamos atuar com forte determinação e ostensividade e ação, mas, principalmente com inteligência e tecnologia”, ressaltou. Piauí e Pará manifestaram interesse em participar do Pacto e receberão nos próximos dias o convite formal da presidência do consórcio.

Para o vice-governador, agora também presidente do Pacto de Segurança Integrada, esse foi um passo importantíssimo para a segurança pública no País. “É uma experiência pioneira, única, que, tenho certeza, trará resultados significativos no combate ao crime organizado, como o tráfico de drogas, roubos de cargas, assaltos a bancos e outros que preocupam todos os estados”, afirmou.

Segundo ele, o pacto nem foi assinado ainda pelos governadores, mas a atuação conjunta já está acontecendo. “Um exemplo é a operação policial desencadeada pelo Distrito Federal e Goiás, nesta semana, na região do Entorno, em que se alcançou grande êxito”, destacou.

A instalação do Comitê de Inteligência Integrada é uma das principais ações para a concretização da estrutura base para a efetiva integração das inteligências dos Estados da região destinada a combater grupos organizados para o crime além das suas fronteiras e limites territoriais, informa a SSPAP.

Encontro
A 2ª Reunião do Pacto Interestadual de Segurança Integrada foi realizada em dois dias de trabalho. No primeiro, os profissionais de segurança pública, ligados às áreas de inteligência, análise criminal, planejamento operacional e ações sociais consolidaram o acordo de cooperação técnica e também o plano de trabalho.

Para isso, trabalharam divididos em câmaras temáticas sob a coordenação do superintendente de Ações e Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, Emanuel Henrique, também secretário executivo do Pacto.

Na sexta (1º), o encontro reuniu os secretários de Segurança Pública dos Estados para apreciação dos documentos e outras deliberações. Entre elas, a eleição da vice-presidência do Pacto, que ficou com a anfitriã, a secretária de Segurança Pública e Paz Social do DF, Márcia Alencar.

Os documentos foram aprovados e serão encaminhados aos respectivos governadores que formalizarão a adesão ao Pacto em agosto, na próxima reunião do Consórcio Brasil Central, em Bonito (MS).

Pioneirismo
Presente à reunião, o representante do Ministério da Justiça e Cidadania, Alex Jorge das Neves, coordenador geral de Planejamento Estratégico da Secretaria Nacional de Segurança Pública, destacou o pioneirismo da iniciativa e se colocou à disposição do consórcio para o que for necessário no âmbito do ministério.

Segundo Alex Jorge, três palavras resumem bem o esforço dos estados para enfrentar os problemas de segurança pública: integração, cooperação e convergência. “O Ministério da Justiça, com a nova gestão engajada, tem muito a contribuir para a experiência que os senhores estão capitaneando aqui”, disse.

A secretária de Segurança Pública e Paz Social do DF, Márcia Alencar, falou da importância do Pacto Interestadual, afirmando que todos os Estados ali presentes estavam fazendo história, buscando fazer diferente, fazer algo de novo, rompendo paradigmas. “Não podemos repetir o mesmo procedimento, precisamos avançar de outra forma, com um novo modelo de trabalho, estamos irmanados no esforço comum para garantir melhor segurança a nossa população”, acentuou.

 

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