A floração dos ipês voltou a transformar a paisagem de Goiânia durante o período seco. Espalhadas por ruas, parques, praças e canteiros centrais, as árvores colorem diferentes regiões da capital e estão entre as espécies nativas mais presentes na arborização da cidade.

Segundo estimativa da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Goiânia possui cerca de 50 mil ipês plantados em ruas e parques. O ipê-amarelo é o mais encontrado, mas a capital também possui exemplares com flores roxas, rosas, brancas e verdes.

De acordo com a bióloga e analista ambiental da Amma Wanessa de Castro, a espécie é indicada principalmente para locais com espaço suficiente para o desenvolvimento das árvores. “Os ipês são espécies nativas e, quando conservamos essas árvores, também estamos preservando o Cerrado”, afirma. Segundo ela, os exemplares se adaptam bem a parques, praças e canteiros centrais.

A sequência de floração costuma seguir, de maneira geral, a ordem dos ipês-roxos, amarelos, rosas, brancos e verdes. O comportamento, no entanto, não segue um calendário exato. As condições climáticas podem antecipar ou atrasar o florescimento e fazer com que árvores de diferentes cores apresentem flores simultaneamente.

“Embora exista uma sequência característica, a floração dos ipês não funciona como um calendário rígido e pode sofrer influência das condições climáticas ao longo do ano”, explica Wanessa.

A presença dos ipês na capital atravessa décadas. Um dos exemplares mais antigos identificados pela Amma está localizado no estacionamento do supermercado Tatico, na região central, e teria aproximadamente 90 anos. A árvore permanece no local desde os primeiros anos de desenvolvimento de Goiânia e é apontada pelo órgão ambiental como um dos exemplares que ajudam a registrar as transformações da cidade ao longo do tempo.

Além da preservação das árvores existentes, a Amma mantém ações para ampliar e recuperar a arborização urbana com espécies nativas do Cerrado. O trabalho inclui plantios em áreas verdes, reflorestamento de locais degradados e arborização de calçadas.

A escolha das espécies para as calçadas, entretanto, deve considerar as características do espaço disponível, como a largura do passeio e a proximidade de imóveis, redes de energia e outras estruturas urbanas. Ipês de maior porte são mais indicados para áreas onde exista espaço suficiente para o crescimento sem conflitos com a infraestrutura.

A produção de mudas também integra as ações da Amma, que mantém espécies destinadas ao plantio em diferentes regiões da capital. Segundo a presidente da agência, Zilma Peixoto, as iniciativas seguem as diretrizes do Plano Diretor de Arborização Urbana de Goiânia, que estabelece critérios para o planejamento, plantio, preservação e manejo das árvores da cidade.

“A Amma também mantém iniciativas de distribuição e plantio de espécies nativas, como o Programa Goiânia + Verde”, afirma Zilma.

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