Especialista explica como utilizar da melhor forma o dinheiro do FGTS

Economista garante que o mais importante é fazer o saque do fundo e logo em seguida analisar a melhor forma de aplicá-lo

Foto Reprodução

Prestes a ser anunciado pelo governo federal, o saque de contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ainda tem gerado dúvida entre os trabalhadores. Ainda não foram informados os critérios de acesso ao fundo, mas caso você se enquadre nesse grupo, já pensou qual a melhor maneira de usar esse dinheiro? O Jornal Opção conversou com um economista para dar dicas de aplicação do benefício.

De acordo com o Douglas Paranahyba de Abreu, a regra de ouro é sacar o dinheiro do FGTS. “Independentemente se você tem contas atrasadas, se você tem algum investimento que quer realizar, se tem alguma coisa que quer comprar, se tem uma viagem que quer fazer, ou se não tem nada pra fazer, o aconselhável é fazer o saque, porque ele rende menos que a inflação”.

O economista explica que a ideia desse fundo é manter uma constância no sistema econômico: “Caso o trabalhador perca o emprego, a força de trabalho ativa, ele continua gastando, pagando suas contas até conseguir outro emprego”.

“O problema é que essas pessoas vão pegar o dinheiro e gastar. Em 2017, No governo de Michel Temer, 25% dos 44 bilhões de reais jogados na economia com a liberação das contas inativas foi para o setor varejista, ou seja, comércio. Então é de se esperar que haja um aquecimento na economia porque as pessoas vão gastar”, informou.

Mas o especialista explica que o ideal é não gastar esse dinheiro. “Ninguém sabe como será o futuro, então você guardar esse dinheiro, reservar, é melhor do que você fazer qualquer coisa”. Além disso, Douglas ressalta que é importante ter uma reserva de segurança: “Supondo que eu gaste R$ 2.000 por mês, eu tenho que ter mais ou menos seis meses de dinheiro guardado, ou seja, tenho que ter R$ 12.000. Se eu gasto R$ 1.000, tenho que ter R$ 6.000, e o que passar desse valor de gastos fixos por mês, pode ser aplicado em renda variável na bolsa.

Investimentos

Sobre os investimentos, o economista afirma que o menos arriscado é a renda fixa, entretanto, o mais popular é o investimento no tesouro direto. “O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de investimentos, temos várias no mercado, abrindo a conta você transfere via TED/DOC, o dinheiro para essa corretora, e com o dinheiro você opera via aplicativo”.

“É importante que você faça os investimentos mais seguros possíveis, porque ao longo da vida as pessoas vão acumulando capital, vão trabalhando, comprando carro, casa, adquirindo coisas. Caso em algum momento as questões financeiras sejam afetadas, você precisará abrir mão de uma coisa que demorou muito tempo para conquistar. Então, a ideia de guardar dinheiro não é para ficar rico, é só para que não fique pobre. É muito importante, quando as pessoas forem sacar o FGTS, usar esse dinheiro matematicamente, fazer contas, porque se forem pela emoção, rapidamente esse dinheiro acaba e a pessoa volta ao estado inicial em que estava, ou até mesmo pior, e sem reserva para o futuro”, finalizou.

 

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