Escolas particulares descumprem orientação do Conselho de Educação e antecipam férias escolares 

Parte da rede privada anunciou início das férias no próximo dia 4. Unidades escolares podem ser punidas inclusive com a não renovação da autorização para funcionarem

| Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

Na última quinta-feira, 23, autoridades se reuniram em videoconferência para tratar a sobre o destino do calendário escolar meio as paralisações geradas pelo coronavírus (Covid-19), em Goiás.

Logo após o encontro, o presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), Flávio Roberto de Castro, garantiu ao Jornal Opção que o calendário normal segue mantido. Apesar da manutenção do calendário — que contraria os anseios de algumas unidades que desejam antecipar o período de férias — o presidente alertou: “cada escola tem sua liberdade, mas quem fizer ‘voo solo’ está correndo um sério risco”.

Mas as orientações não intimidaram alguns colégios que, mesmo diante das recomendações do Conselho, decidiram usar de sua autonomia para antecipar o período de férias escolares.

É o caso do colégio WR, por exemplo. Em comunicado, a unidade de ensino declarou: “em consonância com outras instituições da rede privada de ensino de Goiânia, opta por antecipar as férias escolares de 30 dias, que acontecem normalmente no mês de julho, para o período de 04/05 a 02/06 de 2020”.  Veja:

Foto: Reprodução/Internet

“Sensíveis às necessidades de ajusta da programação acadêmica em razão dos impactos ocasionados pelo novo coronavírus”, o colégio Simbios também optou por decretar férias escolares.

Reprodução/Internet

Veja também o comunicado do Colégio Cope:

O presidente do CEE destacou, por fim que a previsão de férias normal segue mantida para o mês de julho. “Se lá na frente pudermos voltar a trabalhar no mês de junho é que vamos estudar uma possível alteração do calendário escolar. Essas escolas que estão fazendo ‘voo solo’ provavelmente terão problemas”, pontuou.

Uma nova reunião deve acontecer na manhã desta sexta-feira, 24, porém, desta vez, entre membros do Conselho. Eles devem discutir, dentre outros assuntos, o que pode ser feito em relação a postura das escolas que anteciparam suas férias. Em entrevista a pouco, o presidente chegou a cogitar a possibilidade de não renovar a autorização para funcionamento dessas unidades.

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