Entre os principais bolsonaristas na Alego, Paulo Trabalho já esteve filiado ao PT e ao PSB

Deputado, que está em busca de um partido alinhado com o presidente da República, alega que esteve filiado ao PT por “falta de malícia”

Entre os principais nomes do bolsonarismo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Paulo Trabalho (UB) já foi filiado ao PT (entre 2011 e 2018) e ao PSB (entre 2007 e 2011) antes de ingressar no extinto PSL para concorrer às eleições de 2018. O político alega que as filiações aconteceram em momentos diferentes, a no PSB quando estava na faculdade e apoiava a pré-candidatura de um amigo que disputou às eleições para a Prefeitura de Posse, onde tem base eleitoral; e a no PT por “falta de malícia”.  

Apesar do histórico partidário na sigla do principal rival do presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado afirma que sempre foi contrário às ideias e à política que representa a esquerda não só no Brasil, mas no mundo todo. “Jamais me ligaria a uma sigla desse espectro político se soubesse exatamente do que se tratava. Aconteceu por falta de malícia da minha parte”, alega o deputado estadual, que é pré-candidato à reeleição e chegou a ser cotado para ser postulante ao Senado Federal com o aval da Frente Conservadora de Goiás (FCG).  

Ele ainda acrescenta que se filiou ao PT porque um amigo pediu para que ele preenchesse umas fichas. A ideia seria o ajudar a ter força política, pois esta pessoa teria intenção de se lançar candidato a vereador, também no município de Posse. “Eu estava a caminho da fazenda e assinei os papéis sem saber do que se tratavam. Naquela época, eu não tinha conhecimento de bastidores políticos, não entendia bem como algumas coisas funcionavam. Ele próprio poderia confirmar essa história, mas eu não o questionei depois porque não tinha pretensão de concorrer a qualquer cargo naquele momento, então segui com meu foco de trabalhar no agronegócio”, diz o parlamentar.  

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o político consta como filiado ao PSL desde março de 2018 e está regular na antiga sigla, que hoje se tornou o União Brasil. Antes disso, Paulo Trabalho se filiou ao PSB em setembro de 2007 e, posteriormente, ao PT, em outubro de 2011, quando a presidente da República era Dilma Rousseff (PT). O agora deputado estadual só teria o registro “cancelado” em setembro de 2019. Paulo, no entanto, afirma que há um erro nesta data de cancelamento, porque, para disputar as eleições de 2018, ele já havia solicitado a filiação ao PSL seis meses antes da campanha. “Em 2019 eu já estava eleito como deputado estadual pelo PSL, é impossível que eu estivesse filiado a qualquer outro partido”, acrescenta.  

A filiação ao PSB, no entanto, partiu de um convite para que Paulo Trabalho compusesse um projeto. O convite teria sido feito pelo prefeito eleito nas eleições de 2012, Gouvêa (PSB). “Eu sempre gostei demais de ajudar candidatos que representavam aquilo em que acreditava como sendo o melhor para a minha cidade, sempre fui um entusiasta e apoiador de pessoas comprometidas com a honestidade e a moralidade que defendemos. Cheguei a receber convite para ser candidato a vereador, naquele momento, mas optei apenas por apoiá-lo”, comenta.  

Uma resposta para “Entre os principais bolsonaristas na Alego, Paulo Trabalho já esteve filiado ao PT e ao PSB”

  1. Avatar martha hirsch disse:

    Digno de espanto, se bem que vulgaríssimo, e tão doloroso quanto
    impressionante, é ver milhões de homens a servir, miseravelmente
    curvados ao peso do jugo, esmagados não por uma força muito grande, hercúlea,
    mas aparentemente dominados e encantados apenas pelo nome de um só
    homem [lula] cujo poder não deveria assustá-los, visto que é um só (lula –, o vigarista apedeuta).

    O PT é cafona e barango.
    O que é sustentável para o Brasil:
    educação de alto nível. Alta cultura.

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