O presidente Lula da Silva irá se reunir com os três comandantes das Forças Armadas — Aeronáutica, Exército e Marinha — nesta na sexta-feira, 20, às 10 horas, no Palácio do Planalto.

Lula da Silva dirá aos comandantes Julio Cesar de Arruda (Exército), Marcos Sampaio Olsen (Marinha) e Marcelo Kanitz Damasceno (Aeronáutica) que devem aplicar as regras e evitar a politização dos militares. O presidente quer punição rigorosa para militares apontados como indisciplinados e, portanto, golpistas. Alguns participaram dos atos do dia 8 de janeiro.

Estarão com o presidente na reunião os ministros da Defesa, José Múcio Monteiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Josué Gomes. A presença do empresário tem a ver com o projeto de Lula da Silva para modernizar a base industrial de defesa do país. Planeja-se desenvolver drones, por exemplo. Dos especializados, é claro.

Curiosamente, Josué Gomes, apesar de destituído por uma assembleia de empresários, continua na presidência da Fiesp. Na quinta-feira, 19, a mais poderosa federação industrial do país disse que o empresário continua no comando.

José Múcio entregará ao presidente o andamento e as necessidades das Forças Armadas. Os militares da Aeronáutica, do Exército e da Marinha estão interessados em projetos estratégicos. Por sinal, nos seus dois mandatos, Lula da Silva apoiou projetos nesta área.

Projetos que os militares mostraram ao presidente

ProSub (desenvolvimento de submarino de propulsão nuclear e quatro submarinos convencionais – possibilidade de encomenda de mais dois)

Fragatas Classe Tamandaré

Sisfron (projeto de monitoramento de fronteiras só cobre, em piloto, cerca de 600 km dos 17 mil km de fronteira seca e precisa ser revisto e atualizado; no atual ritmo ficaria completo somente em 2046, quando estaria desatualizado)

Astros 2020 (encomenda dos lotes de mísseis – o projeto é feito com a Avibrás, que entrou em recuperação judicial no ano passado)

Desenvolvimento do projeto nacional Guarani e aquisição de blindados Centauro e Leopard

Gripen (compra e desenvolvimento do caça de origem sueca pode ter um novo lote com mais 26 unidades)

KC 390 (aquisição do cargueiro sofreu uma redução nas encomendas no governo Bolsonaro)

Atualização tecnológica das aeronaves de ataque Super Tucano