Entenda por que este mês de abril pode ser decisivo para Daniel Vilela definir sua marca na segurança pública
14 abril 2026 às 14h15

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Prestes a completar 15 dias como governador de Goiás, Daniel Vilela terá, nesta semana, eventos decisivos para definir a marca que pretende deixar em uma das maiores vitrines do Estado: a segurança pública.
Desde antes da posse, o filho de Maguito Vilela sinaliza que seguirá a linha traçada por seu antecessor, Ronaldo Caiado. Em seu primeiro discurso como chefe do Executivo estadual, à semelhança do pronunciamento feito por Caiado em janeiro de 2019, quando tomou posse pela primeira vez, Daniel enfatizou a preservação, em seu governo, do “jogo duro contra a bandidagem”, indicando uma continuidade estratégica.
“Não vamos baixar a guarda na segurança pública. Pelo contrário! É jogo duro contra a bandidagem. Com o governador Caiado, os bandidos mudaram de estado ou mudaram de profissão. E esse continuará sendo o principal mandamento da nossa gestão”, afirmou, sob aplausos e manifestações de apoio durante cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de Goiás.
Agora, a missão do emedebista é, além de cumprir o que foi prometido e investir em ações capazes de manter os baixos índices de criminalidade no Estado, sanar lacunas e responder a insatisfações das forças de segurança pública.
Conforme noticiado pelo Jornal Opção na última segunda-feira, 13, o governador iniciará, nesta semana, uma rodada de conversas com entidades e associações das forças de segurança para ouvir demandas e reivindicações de cada categoria.
A reportagem apurou que o gestor deve reunir, no Palácio das Esmeraldas, representantes do Corpo de Bombeiros e das polícias Militar, Penal, Civil e Científica. Entre os temas que devem ser apresentados pelos servidores, e já esperados por Daniel, estão a reestruturação de carreiras, o pagamento da data-base e reajustes salariais.
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O tom desse diálogo, que começa agora, será determinante para a construção da relação entre o chefe do Executivo estadual e as forças de segurança ao longo do mandato e, possivelmente, em um eventual segundo mandato, já que Daniel deve disputar a reeleição e, segundo pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, aparece com boas chances.
Outro ponto que também entra no radar do governador neste abril de início de gestão é a necessidade de escancarar que as operações policiais e as ações de inteligência não apenas continuam, como têm sido reforçadas. No último dia 10, por exemplo, em um movimento estratégico, Daniel Vilela lançou, com grande destaque na imprensa, a Operação Tiradentes. Com duração ampliada, de 10 a 30 de abril, a iniciativa contará com aumento de efetivo para intensificar ações preventivas e ostensivas.
O objetivo é manter a redução dos índices de criminalidade em Goiás, que já vêm caindo de forma contínua há sete anos. O chefe do Executivo também entregou R$ 44,8 milhões em equipamentos e viaturas, o que deve garantir maior eficiência às corporações.
Já nesta semana, o trabalho das forças de segurança ganhou ainda mais visibilidade. A Polícia Civil deflagrou mais uma fase da Operação Destroyer – Ruptura, considerada um importante trunfo para a gestão de Daniel no que diz respeito à demonstração de resultados no combate à criminalidade.
“Esta é a maior operação da história da Polícia Civil no combate ao crime organizado aqui em Goiás. Desde a manhã, já foram presos 63 faccionados”, afirmou o chefe do Executivo, reforçando que “em Goiás, faccionado não tem vez”, em fala que remete ao discurso de seu antecessor.
Segundo a Polícia Civil, somadas as etapas anteriores, a operação já resultou em 120 prisões no enfrentamento direto às organizações criminosas. O trabalho foi conduzido pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos de Rio Verde, vinculado à 8ª Delegacia Regional de Polícia, com a participação de mais de 250 servidores. Também estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores estimados em cerca de R$ 10,5 milhões.
O novo governador começa a vincular sua imagem a operações relevantes das forças policiais, ao mesmo tempo em que reforça a sinalização de continuidade em relação à gestão anterior. Ao mesmo tempo, a abertura de diálogo com entidades e associações, ainda no início do mandato, dá sinais de uma tentativa do emedebista de equilibrar a firmeza no combate ao crime com a atenção às demandas internas das corporações.
A condução dessas duas frentes, claro, tende a ser decisiva para a manutenção dos resultados da segurança pública e, inevitavelmente, a consolidação da imagem de sua gestão nos próximos anos. Em bom português, Daniel já se movimenta para não deixar a “peteca cair”. E sabe que não tem o luxo de deixar isso acontecer.

