O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou nesta terça-feira, 14, que o chorume produzido no aterro sanitário está sendo 98% tratado e destacou diversas melhorias no controle ambiental, como as instalações de piezômetros, inexistentes até então.

“Hoje, a Seinfra já colocou uma série de requisitos para o licenciamento. Temos os piezômetros, que avaliam a estabilidade do aterro. Temos o tratamento do chorume — que nunca existiu antes, era tudo direcionado para a lagoa da Saneago. Hoje, o nosso chorume está 98% tratado, com DBO dentro dos limites, sem metais pesados. É um resíduo que pode ser lançado em corpo hídrico, que consegue absorvê-lo”, disse o prefeito.

A fala de Mabel ocorreu durante a assinatura do novo contrato com a Comurg, no valor de R$ 4,7 bilhões. A Companhia, inclusive, passa ter responsabilidade total na operação do local. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) continua realizando as fiscalizações necessárias no aterro. Mabel garantiu que o espaço está regularizado e em processo de renovação de licença.

“No caso do aterro sanitário, a Comurg já assumiu a operação e será feita dentro dos padrões necessários. Ele estava completamente desequilibrado, mas hoje está estabilizado, com medições, tratamento de chorume e licenciamento adequado. Agora está em condições de operar corretamente. A Seinfra continua fiscalizando o aterro.”

Mabel reafirmou o interesse de fazer parcerias, inclusive internacionais, para a exploração econômica do aterro, como geração de biogás e energia. O prefeito não demais grandes detalhes sobre conversas adiantadas sobre o tema. “Queremos fazer parcerias em tudo que for possível. No aterro, é possível gerar biogás (metano), que tem valor econômico. Já fizemos medições com empresas coreanas sobre o potencial e vamos abrir uma PMI para encontrar o melhor modelo de exploração desse gás. Também há a possibilidade de queima de resíduos antigos para geração de energia. Isso permite, em vez de expandir o aterro, fazer um ‘desaterro’”, complementou o prefeito.

O prefeito voltou a dizer, ainda, que pretende ampliar a reciclagem no local, com a possibilidade da criação de um polo industrial neste segmento a ser implementado no entorno do aterro, para chegar a pelo menos 40% dos resíduos reciclados. “Estamos trabalhando para nos aproximar do conceito de lixo zero, como nos modelos mais modernos. Vamos ampliar a reciclagem e criar um distrito de reciclagem no entorno do aterro, com várias empresas instaladas. Hoje, reciclamos quase nada. A meta é aproveitar entre 30% e 40% dos resíduos. O restante pode gerar gás e energia.”

Mabel durante coletiva de imprensa para falar sobre a Nova Comurg | Foto: Alex Malheiros

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