Empresários acreditam que APL da moda pode requalificar região da 44

Há um ano sancionada, lei ainda não saiu do papel

Região da 44 | Foto: reprodução

Calçadão, requalificação do espaço urbano e prioridade para o pedestre, em detrimento de veículos. Assim pode ficar as imediações da Rua 44 caso projeto idealizado pela Associação Empresarial da Região da 44 (AER 44) saia do papel. O plano passa por avaliação e estruturação da Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) desde o ano passado.

A requalificação faz parte do Arranjo Produtivo Local Moda Goiânia (APL da Moda Goiânia), projeto de lei aprovado em janeiro de 2019 na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Iris Rezende (MDB).

A lei no 10,320, que institui o APL, permite que a Avenida Independência; Rua 67-A; Estrada de ferro; Rua 67-B; Rua José Sinimbu filho; Rua 67-C; Rua 67-D; Rua 68 (trecho entre a Av. Independência e a Rua 67-A); Rua 69; Rua 300; Rua 301; Rua 302; Rua 303; Rua 304; Rua 305; Viela de Passagem; Avenida Contorno; Avenida Botafogo; Rua 44; Avenida Goiás Norte; Avenida Oeste; Rua 74 (trecho entre a Av. Independência e a Av. Contorno) e Avenida Bernardo Sayão recebam disciplinamento especial.

Isso quer dizer que em tais vias são permitidas a implantação e instalação de atividades não residenciais com grau de incomodidade I, II e III, conforme estabelecido no Plano Diretor do Município. Na prática, visa regularizar salas comerciais e shoppings já existentes e que estavam sob o arrepio da lei. Além de permitir ampliação do polo da moda goianiense.

Caso específico, por exemplo, da região da Rua 44, que possui diversos comércios já estabelecidos, mas que ainda não possuem o alvará de aceite. Além disso, para os estabelecimentos que não possuem estacionamento, permite que eles ofereçam vagas de veículos para clientes num raio de 300m e liberação da área de carga e descarga.

O texto diz ainda que para garantir a mobilidade urbana, com maior fluidez no trânsito de bens e pessoas, serão implantadas alterações no fluxo de veículos e criadas vagas de estacionamento ao longo das vias do perímetro ora delimitado. É aí que entra a requalificação da região da 44.

Turismo

O presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER 44), Jairo Gomes, diz que o momento é oportuno para as alterações sonhadas. Ele avalia que Goiânia passa por diversas obras, sobretudo de trânsito, algumas das quais próximas à Rua 44. Para ele, seria oportuno que a Prefeitura aproveitasse a oportunidade para fazer as modificações requeridas pelo setor.

A principal delas é tornar mais atrativa a região para o pedestre através da construção de calçadões, exclusivos para pedestres, em duas partes entre a Rua 44 e a Avenida Contorno. E mini calçadões, que seriam ampliação das calçadas e diminuição da rua, deixando a passagem somente para acesso local e carga e descarga. Esse mini calçadões seriam implantados na ruas que saem da 44 atravessam a Contorno e chega na Marginal Botafogo.

Jairo Gomes afirma que o intuito é deixar o ambiente ainda mais propício para o turista de compras na região. Ele diz que a Goiânia já se tornou o primeiro lugar do país em atração deste tipo de turismo, ultrapassando São Paulo.

“A 44 se tornou grande por oferecer o que outros lugares não ofereciam, como acesso a hotel dentro dos empreendimentos e facilidade para os turistas, sem qualquer ajuda do Poder Público”, diz. “Com uma requalificação deste porte, poderíamos melhorar a vida do comerciante e do consumidor. Com mais espaço para pedestre, requalificação no paisagismo, permitindo pequenos quiosques, cafés, espaço para banco. É um modelo que não inventamos. Buscamos em outros lugares, como em Buenos Aires”, diz.

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