Empresário goiano garante que Hotel Nacional, no Rio, será entregue antes das Olimpíadas

José Augusto Alcântara é acionista no empreendimento e relata que parceria com três empresas vão garantir reforma. Empreendimento está parado há quase uma década

Goianos são acionistas do Hotel Nacional, no bairro de São Conrado, no Rio. Eles pretendem relançar empreendimento até dezembro de 2015. Foto: Reprodução/ Vídeo Rio Cidade Olímpica

Goianos são acionistas do Hotel Nacional, no bairro de São Conrado, no Rio. Eles pretendem relançar empreendimento até dezembro de 2015. Foto: Reprodução/ Vídeo Rio Cidade Olímpica

Oito empresários e investidores goianos estão por trás administração do espólio do Hotel Nacional, em São Gonçalo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O empreendimento tombado em 2008 pela prefeitura municipal aguarda a conclusão do retrofit, processo de modernização do espaço. Famoso por receber celebridades internacionais e festivais de cinema e música, o prédio está fechado há 19 anos.

Acionista minoritário no empreendimento, o empresário goiano José Augusto de Alcântara Costa afirmou em entrevista ao Jornal Opção Online nesta terça-feira (8/8) que a intenção é reformar o edifício e inaugurá-lo em dezembro de 2015. Isso porque a obra foi beneficiada por isenções e incentivos da Prefeitura do Rio de Janeiro. O conjunto de leis municipais compõem o chamado pacote legislativo para Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas e as Paraolimpíadas de 2016 e foram lançados em 2010 pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB).

A intenção é estimular a criação de novas acomodações por meio de mudanças de parâmetros urbanísticos e incentivos fiscais. Segundo a prefeitura, existem cerca de 29 mil quartos de hotéis e a estimativa que sejam construídos pelo menos mais 8 mil com o programa.

Com a possibilidade de reabertura colocada em cheque pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), Alcântara garantiu que a inauguração será efetivada. Sem citar nomes, ele listou que três parceiros sinalizaram apoio ao projeto. Dois são Bancos e o outro é uma rede hoteleira internacional.

O Hotel Nacional foi lançado pelo empresário José Tjurs, responsável pela criação do Nacional de Brasília. Em 1995, foi fechado após falência. Desse ano até 1997, o hotel passou pelas mãos de cinco grupos. Em 2009, uma nova venda foi negociada e os goianos –– entre eles Alcântara e Marcelo Limírio Araújo –– o arremataram em um leilão remarcado diversas vezes. O negócio foi concretizado somente após a Superintendência de Seguros Privados (Susep) baixar o preço mínimo de R$ 118,5 milhões para R$ 85 milhões.

Dois anos depois os investidores goianos criaram a HN Empreendimentos e Participações (imobiliária focada em hotelaria), que está à frente das obras. Atualmente o entulho do interior do prédio está sendo retirado para as obras. Equipamentos que permitem o fornecimento de energia elétrica também estão sendo instalados para que as obras sejam iniciadas.

Nova Estrutura

Alcântara, dono do Augustus Hotel, em Goiânia, disse ter entrado no negócio para contribuir mais com sua experiência no setor. O acionista listou o que de principal será reformado no Hotel Nacional, como o aumento do pé direito e a construção de um prédio comercial com 29 mil metros quadrados.

A última novidade será feita em cima do novo centro de convenções, que terá capacidade para 4,5 mil pessoas. Dois subsolos para estacionamento estão previstos no projeto e o uso do solo foi liberado pela prefeitura. A parte elétrica e hidráulica serão refeitas.

Ainda passarão por alterações a sala de ar condicionado e o espaço onde ficavam as telefonistas. Com os novos equipamentos, como os refrigeradores tipo split, a ocupação de espaços foi menor. “Na sala de 100 metros quadrados ficavam 15 telefonistas. Os ares ocupavam 100. Vai ser uma reforma sustentável”, pontuou.

Na visão de Alcântara, o que travava o início dos trabalhos era a constante preocupação com a bandeira que iria gerir o espaço. A preferência era para marcas estrangeiras, o que estava sendo burocrático. O foco, agora, está atração de investidores.

“Só podemos fazer alterações internas e o visual externo será mantido”, ressalta o goiano, explicando que isso se dá pelo prédio ser patrimônio histórico. O Hotel Nacional foi inaugurado em 1972 e demorou dez anos para ser construído. O prédio foi projetado para ser o maior da América Latina. Desenhado por Oscar Niemeyer, foi destaque pela torre redonda de 34 andares.

7 respostas para “Empresário goiano garante que Hotel Nacional, no Rio, será entregue antes das Olimpíadas”

  1. Avatar Henry Courcy disse:

    Corrija o nome do bairro, o correto é São Conrado, e não São Gonçalo como está escrito no primeiro parágrafo !!

  2. Avatar Jorge disse:

    Participei de uma das tentativas de reforma quando era do grupo Interunion, acho audacioso o prazo, pois o imóvel requer quase tudo novo, só a estrutura e as alvenarias poderiam ser aproveitadas

  3. Avatar Jorge disse:

    Participei de uma das tentativas de reforma do hotel quando este era da Interunion Capitalização, acho o prazo audacioso, do prédio pouca coisa se aproveita, teria até uma permissão do escritório de Niemeyer para alteração da fachada, é muito dinheiro e muito pouco tempo para fazer tudo que ele precisa. Torço por eles

  4. Avatar Paulo Estevão disse:

    Sou proprietário de um quadro (óleo sobre tela), de 1932, de Michael Glass que ficava exposto em uma das paredes do Hotel Nacional de São Conrado. Tenho interesse em vendê-lo. [email protected]

  5. Avatar Leizer Jaimovich disse:

    Já havia feito um projeto/processo na época da Interunion, para operar uma linha de helicóptero com pousos e decolagens no teto do hotel. Será que o grupo tem interesse de homologar um heliponto para operação comercial?

  6. Avatar Sonia disse:

    Qual a forma de se candidatar para um futuro emprego no Hotel Nacional/Teria algum email para enviar meu currículo?

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