Empresária goiana conta como venceu o câncer de mama e descobriu uma nova vida

Ana Paula Borges foi diagnosticada com a doença e, apesar das dificuldades, conseguiu aprender a tirar um tempo para si mesma e criou até um novo negócio

Para Ana Paula, ter aderido a tratamentos naturais junto do químico a ajudou a se recuperar mais rápido | Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

Ana Paula Borges Mayarin é coach, executiva de multinacionais e designer de plantas e como mais de 57 mil* mulheres no Brasil, recebeu recentemente o diagnóstico de câncer de mama. Ela descobriu o nódulo em 2016 e hoje, já curada, dá algumas lições significativas que, em meio ao Outubro Rosa, podem ajudar pacientes a superarem a doença.

O câncer mudou sua vida e, por mais incrível que possa parecer, ela o vê, depois de superado, como uma verdadeira cura. E tirou dele não só uma nova visão de mundo como também um novo ofício, que a levou o montar o Coisas Verdes Atelier, onde faz projetos de decoração e também vende arranjos ornamentais como terraços e kokedamas.

Como muitas outras pessoas que recebem um diagnóstico do tipo, Ana Paula conta que sua primeira reação foi de negação. “Naturalmente foi um choque para mim, para a família, porque é o tipo de coisa que a gente ouve falar, mas nunca imagina que vai acontecer com você”, relata ela.

Ainda nesse estágio, foi atrás de vários profissionais para tentar encontrar alguém que desse outro diagnóstico, mas sem sucesso. “Procurei um médico, depois outro, e outro, e todos eles disseram a mesma coisa, só que eles sugeriam tratamentos diferentes. Acabei buscando indicação de um médico já conhecido e decidi ir pela sugestão de tratamento dele”, lembra.

Apesar de o nódulo ser pequeno, com menos de meio centímetro, o câncer estava em uma classificação grave (tipo IV). Por isso, o processo foi ainda mais difícil, já que os médicos teriam que retirar o nódulo de qualquer jeito, sob o risco de que, se fizessem biópsia sem a cirurgia, as células cancerígenas se espalhassem.

Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção

“Então, veio a segunda etapa da luta contra a doença, a do questionamento: ‘Por que eu? Por que comigo?'”, conta ela. Ana descobriu a doença em agosto, foi operada em setembro e começou uma maratona de dois meses de radioterapia praticamente diária que foi bem difícil . “Estar no convívio com outras pessoas no hospital deixa a gente ainda mais pra baixo, é um ambiente muito pesado”, relata.

O processo também é bastante invasivo e, por isso, a coach conta que começou a procurar tratamentos alternativos para tentar minimizar os efeitos. “É claro que você tem que buscar as fontes e sempre consultar o seu médico, mas tem muito tratamento natural para o câncer e eu acho que o somatório desses três caminhos me ajudaram muito na rapidez do meu processo de cura”, conta.

Na época da radioterapia, Ana Paula ficou bastante debilitada, e, por isso, tinha que ficar muito tempo em casa e começou a utilizar esse tempo para ver filmes, ler e descobrir coisas novas na internet. Foi aí que ela descobriu vídeos de cuidados com plantas que acabaram se tornando um negócio. Dessa época, também tirou como lição que precisava tirar um tempo para si mesma, coisa que, segundo ela, não havia feito até então.

Além disso, ela relata que começou a ter uma visão diferente sobre o câncer: “Eu tenho uma crença espiritualista muito forte e comecei a buscar uma resposta no sentido de que deve haver algum propósito nisso: qual é o aprendizado que está me trazendo? E a partir do momento em que eu entendi que a doença na verdade não era uma doença, mas sim a cura de algo que não estava bem dentro de mim, um novo mundo se abriu”, lembra ela.

*Estimativa de novos casos da doença em 2016 (Fonte: Instituto Nacional de Câncer [Inca])

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