Emocionado, procurador-geral do Município chora e se diz arrasado com situação crítica e desobediência civil

“A situação é grave e qualquer maneira de dizer a respeito dessa gravidade não será suficiente para ressaltar o tamanho da crise eu estamos enfrentando”, diz o procurador

Procurador-geral do Município durante pronunciamento. | Foto: Captura de tela da transmissão

Durante coletiva para anunciar medidas restritivas de combate à Covid-19, que foram estabelecidas em decreto que passa a valer a partir a próxima quarta-feira, 17, o procurador-geral do Município, Antônio Flávio de Oliveira, que representou o prefeito da capital, Rogério Cruz (Republicanos), se emociona e faz apelo à população.

“A situação é grave e qualquer maneira de dizer a respeito dessa gravidade não será suficiente para ressaltar o tamanho da crise eu estamos enfrentando. Eu tenho repetido isso, tenho cansado, e vou dizer para vocês, eu estou desgastado. A situação está lastimável, lamentável. Cada um de nós tem sofrido bastante. Sei que as perdas para alguns são pessoais. Para mim, graças a Deus ainda não, mas cada pessoa que vai, me dói o coração. Cada morte que eu vejo, não é mais uma estatística. Eu estou arrasado com tudo isso que está acontecendo. Mas eu faço aqui um apelo, e esse apelo não é mais do procurador-geral do município de Goiânia, é de mim mesmo. Eu falo por mim nesse momento. Todos aqueles que nos ouvem e que ouvem esses apelos, por favor, preservem suas vidas. Se não for por ninguém, seja por você e a necessidade que temos de conhecer uns aos outros. Protejamo-nos, sempre.”, desabafa o procurador.

Durante o pronunciamento, Antônio Flávio menciona estar sendo alvo de ataques ao pedir que a população obedeça as regras públicas e deixe de aglomerar nas ruas. “Não me importo com os ataques, me ataque quem quiser, falem de mim o que quiserem, mas, por favor, não matem mais pessoas. Eu sou professor. Antes de ser procurador, eu me sinto professor. Eu preciso de gente viva, preciso de alunos nas minhas salas. Preciso que esse país cresça, desenvolva”, diz.

Combate a Covid-19

Em razão do aumento de casos da Covid-19 no estado, desde o primeiro dia útil de março, municípios aderiram restrições mais rigorosas como estratégias de combate a doença. Após duas semanas de fechamentos, no último sábado, 13, a prefeitura da capital goiana determinou a suspensão das atividades não essenciais pelos próximos 14 dias, seguidos de outros 14 dias de flexibilização. O decreto passou a valer na última segunda-feira, 15.

Em coletiva de imprensa transmitida pelo Instagram da Prefeitura de Goiânia, no último sábado, o procurador também representou o Rogério Cruz (Republicanos) e disse acreditar que a rede municipal de saúde já esteja em colapso. Assim, não acredita que apenas 14 dias não irão resolver a situação.  “Não se iludam, as coisas só vão ficar normais após 14 dias se nós conseguirmos reduzir a curva e desocupar leitos de UTI para que as pessoas que estejam acometidas por sintomas graves da doença possam ser atendidas e ter pelo menos 50% de chance de sobrevida”, explicou, durante a live de sábado.

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