Em reunião com Maia, deputado goiano pede revogação do Estatuto do Desarmamento

Delegado Waldir também tratou da mudança em alguns pontos da Reforma da Previdência, como na questão da aposentadoria de militares

Maia prometeu levar as demandas ao presidente Michel Temer | Foto: Reprodução Twitter

Contrário à Reforma da Previdência, o deputado federal Delegado Waldir (PR) esteve em uma reunião nesta quarta-feira (15/3) com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e outros representantes da bancada da Segurança Pública, a chamada bancada da Bala. Segundo ele, o objetivo foi tratar não só das mudanças previdenciárias, mas também de alterações no Estatuto do Desarmamento.

Um dos pontos mais polêmicos da Reforma da Previdência é justamente a aposentadoria de militares que, por exercerem uma profissão de alto risco, podem receber o benefício mais cedo. Se a proposta passar no Congresso, no entanto, eles terão que seguir a mesma regra dos demais, o que é duramente criticado pelos parlamentares da bancada.

Segundo o deputado, Maia se mostrou aberto às demandas e prometeu tentar articular algumas das propostas com o presidente Michel Temer (PMDB). “Alguns pontos ele disse que é inegociável, mas ele quer ver a possibilidade de fazer algumas poucas alterações”, contou. Sobre o Estatuto do Desarmamento, Maia deve tentar abrir espaço para a discussão na Câmara.

Waldir disse que o entendimento do governo é de que os policiais brasileiros se aposentam muito cedo e que o ideal seria que houvesse uma transição de função, ou seja, que ele atuasse no trabalho de rua por um tempo e, depois, assumisse uma cargo administrativo. Entretanto, a proposta é problemática, para o deputado, porque desconsiderada a taxa de mortalidade entre policiais.

“Nós o lembramos que morrem dois policiais por dia no Brasil e ele disse que iria levar nossa reivindicação pro Temer e organizar uma agenda com o Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira”, disse ele.

Questionado sobre os pontos com os quais ele concordava, Waldir listou dois: “Os únicos pontos positivos são o teto salarial único para políticos, delegados, juízes e outros porque quem quiser receber mais tem que procurar o complementar. A outra é a proibição da acumulação de aposentadoria, exceto no caso de professores ou outra categoria em que os profissionais têm mais de um emprego”.

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Carlos

Isto deputado goiano vamos revogar este estatuto covarde q ate hoje que so favorece a bandidos.

Canuto

Tem que acabar essa molesa de só bandido poder andar armado. Já que o poder público não faz a parte dele e a “justiça” protege mais os bandidos do que os cidadões.