Em reunião com governo, sindicatos rejeitam proposta de parcelamento de salários

Apesar de ter sido encarada como “positiva” pelos participantes, nova reunião foi marcada para dia 17

Fotos: Lívia Barbosa

O governador Ronaldo Caiado (DEM) se reuniu na tarde desta quinta-feira, 3, com representantes de sindicatos de servidores estaduais, a secretária da Fazenda, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt e deputados estaduais para debater a questão do pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro de 2018. Na ocasião, foi apresentada uma proposta de parcelamento da folha, mas as entidades não aceitaram.

O encontro a portas fechadas foi realizado no décimo andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, e durou pouco mais de duas horas. Ao terminar, a primeira a conceder entrevista à imprensa foi a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Goiás (Sintego), Bia de Lima.

“Conversamos no sentindo de construir uma saída para a questão orçamentária que o governo apresentou, especialmente das contas públicas, que não estão fechando e incluindo a folha de dezembro, que não foi paga. Esta é a preocupação que apresentaram para nós dos sindicatos”, declarou Bia.

A presidente do Sintego afirmou, ainda, que uma nova reunião será marcada dia 17 para continuar o “diálogo”. “Virá uma missão do governo federal pra analisar as contas do Estado de Goiás e, após isso, teremos uma posição mais positiva pra apresentar pras categorias”, frisou.

Bia também disse que pediu para os deputados presentes na reunião, Álvaro Guimarães, e Karlos Kabral, que é servidor do Poder Judiciário, chamarem uma sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Goiás para tratar da questão.

Já Cristiane, que também falou à imprensa, afirmou que o encontro foi “extremamente bom”. “O que nós mais queríamos era sentar na mesa e trazer o legislativo e os sindicatos para chegarmos a um consenso, pois esse é um problema de todos nós”, explicou.

A secretária da Fazenda afirmou também que o Estado não tem condições de quitar as dívidas referentes aos salários atrasados, mas reafirmou a informação dada por Bia, de que uma equipe do governo Federal deverá vir em breve para ajudar a resolver como “estruturar o pagamentos dos servidores”.

Cristiane completou que, atualmente, a parcela é a melhor forma com que o governo de Goiás pode pagar os salários atrasados. “Por isso estou pedindo auxílio do governo Federal, por que sozinho Goiás não dará conta do recado. A gente precisa resolver o problema e para sair da situação é precisa rever contratos, contestar transparências, benefícios fiscais”, disse concluindo que a prioridade de Goiás é com áreas e serviços que não podem parar.

Apesar de participar da reunião, o governador Ronaldo Caiado não concedeu entrevista.

Salários atrasados

A verba para quitar os salários dos servidores do governo não foi empenhado pela gestão anterior, por isso não há previsão de quando ou como poderá fazer o repasse. Além disso, o ex-governador José Eliton empenhou o valor de R$ 200 milhões apenas referente ao pagamento dos funcionários do poder Legislativo, dos Tribunais de Contas, Defensoria Pública e Ministério Público, que vão receber até o dia 10 de janeiro.

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Lucimar Vaz Ca

Dia 17 ainda ? Até la vamos ficar sem salário? Precisamos de uma data já e não podemos esperar o janeiro ou fevereiro, sei lá quando .Somos assalariados , dependemos do nosso salário para subsistência. Não somos políticos , nem recebemos altos salários. E não podemos ficar um mês inteiro sem pagamento. Até entendo a situação do Estado , mas pagamento de salário é algo urgente para o trabalhador. Espero que o nosso governador se coloque no papel de um pai de família que recebe 2, 3 salários mínimos. Significa que quem ganha mais recebe primeiro ? Muito injusto ,… Leia mais

Maria

Eu gostaria de saber como vamos fazer com as contas de aluguel,água, energia, comprar comida? Como vamos alimentar? É fácil para os governantes, pois não irá faltar nada na mesa deles.

Kardec barbosa

Então só teremos dinheiro em fevereiro?

Lucy

Parece que algumas secretarias são mais importantes do que outras , o salário para muitos trabalhadores é a única fonte de recurso para manutenção de muitas famílias . Vale lembrar que o salário no final do mês é um direito e que muitos não podem parcelar ou ficar esperando sindicatos negociar , o que é seu direito. Até entendemos a situação financeira do Estado , o que não podemos é sacrificar os trabalhadores que ganham menos e que faz o trabalho pesado .

Alzirene Oliveira

Isso é inadmissível, precisamos receber nossos salários o quanto antes, temos contar a pagar, filhos para sustentar!!

Hanny Moon

Vai votar na Direita, povinhoo

Luci

GREVE GERAL A PARTIR DO DIA 11.

Rosângela

Isso e um desrespeito com o trabalhador. A prioridade deveria ser quem ganha menos e não tem poupança.

Viviane

Será que esse salário vai ser corrigido, assim como as multas das faturas e da caixa que tenho que acertar??? Pede que os funcionários apoiam ele, mas não está nem aí, garanto que não tem que preocupar com a comida na mesa, não tem aluguel pra pagar, será que a Saneago e a Eneel vai entender e não vão fazer os cortes, por não terem pago as faturas…. São tantos será, mas cadê o ministério público, que soltou nota dizendo que tinha bloqueados as contas do estado para o pagamento até o dia 10, há esquece o deles foi feito… Leia mais

Francisca

É todos nós servidores dependemos de nossos salários para cumprir com nossos compromissos e os cobradores não querem nem saber querem receber.

Carlos Humberto Candido Siqueira

Tem que ir atrás do governador que provocou este caos. Todo mundo sabe quem é? Lembram daquele indivíduo que quando saiu da cadeia e foi rezar se fingindo de santo?
Aquele! que fugiu da imprensa Goiana para São Paulo!
Há… com certeza agora todos lebram.

Pedro

É uma verdadeira vergonha… Quem ganha salário alto vão receber primeiro aí é foda mesmo…
Gente não tem jeito esse Brasil..sempre a classe mais baixa sai mais prejudicados..

Adelício de Resende Simão

Lembro-me de uma colega professora que dizia: “muda apenas o batedor – o chicote e os chicoteados são os mesmos”. Fico indignado com essa situação: professor e servidor público não tem reservas… Será que nossas contas serão parceladas também? Será que o governo irá reajustar, com juros e correção monetária o nosso salário, que querem pagar sei lá quando, ou em parcelas a sumir de vistas? Não tenho dúvidas de de nós funcionários públicos devemos nos UNIR E FAZER UMA GREVE GERAL – sem salário, não tem como trabalhar. Temos o dever de prestar serviços, mas temos o DIREITO de… Leia mais

Duílio Machado Júnior

O cara ja começou mal o governo. Espero que ele não seja outro ditador. Ministério Público não dá a mínima pra gente. Só faz algo que interessam eles. Sao comprados pelo Estado.

Sueli

E O IPASGO,como vai ficar ?Espero que no dia 10 ñ seja descontado o dinheiro do IPASGO.

Rafael de França

Falei com o gerente da caixa sobre uma antecipação que fiz do 13° ele me respondeu, só lamento mas os juros é impossível de não cobrar, mas se parcelar o salário tenho que fazer outro empréstimo e pagar mais juros, sera que o governo não entendi isto?

Professor João Batista de Oliveira

O governo de Goiás recebe verbas federais do FUNDEB para pagamento de salário dos profissionais da educação. Portanto não justifica DEIXAR DE PAGAR esses profissionais. Por outro lado, é muito estranho garantir o pagamento do LEGISLATIVO, MINISTÉRIO PÚBLICO, TRIBUNAL DE CONTAS, justamente os órgãos que, neste caso, poderiam questionar a irresponsabilidade do governo. Nossa sugestão é entrar com pedido de uma CPI para apurar a aplicação dos recursos da SEDUCE. Além das verbas do FUNDEB, o Governo tem que aplicar. no mínimo, 25% da arrecadação, na arrecadação, sob pena de deixar de receber todos os outros repasses federais se não… Leia mais

Vanilda

Essa narradora de rodeio, Bia, não me representa .Ecaaaaa