Em rede social, Roberto Jefferson chama Moraes de “cachorro do STF”

Ex-deputado foi preso nesta sexta-feira, 13, pela Polícia Federal por suposta participação em uma espécie de milícia digital

Roberto Jefferson | Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

O ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, usou uma conta alternativa no Twitter para se queixar da determinação de prisão preventiva dada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira, 13, e chamou o ministro de “cachorro do STF” e relacionou as ações do Supremo às da Venezuela.

Desde que a conta oficial foi retida pela plataforma, o ex-parlamentar tem usado um perfil alternativo que foi excluído na manhã de hoje. Com a ordem do ministro, também foi determinado o bloqueio de conteúdos postados por Jefferson em rede sociais e apreensão de armas e acesso a mídias de armazenamento.

Prisão preventiva decretada

O pedido veio da Polícia Federal (PF), que detectou a atuação de Jefferson em uma espécie de milícia digital que tem feito ataques aos ministros do Supremo e às instituições democráticas.

A investigação sobre Roberto Jefferson faz parte do novo inquérito aberto por ordem de Moraes após o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos, para apurar uma organização criminosa digital.

A filha de Jefferson e ex-deputada federal, Cristiane Brasil (PTB-RJ), afirmou por meio de nota que: “Mais uma vez a PF tirou minha mãe da cama, às 6h da manhã, que tem 70 anos, dificuldade de locomoção, batendo na casa errada. Ela é meu pai já estão separados há 20 anos. Somos perseguidos políticos — a família inteira, é isso? E meu pai, pelo que sei, não está bem de saúde. Daqui a pouco o Alexandre vai mandar prender os filhos também?”.

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