Em protesto, servidores do MPF-GO distribuem pizza na T-63

Trabalhadores do Ministério Público do Trabalho em Goiás também participam do ato, o segundo na semana

Concursados do MPF e MPT Goiás cruzam os braçosem | Foto: Divulgação

Concursados do MPF e MPT Goiás cruzam os braçosem | Foto: Divulgação

Os servidores do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Goiás fazem o segundo protesto nesta semana. Em greve por tempo indeterminado desde o dia 9 de fevereiro, o grupo fecha a Avenida T-63 e distribui pizzas em frente à sede do MPT-GO, no Setor Bueno, no horário do almoço desta sexta-feira (13/2). Com isso, o motorista deve ficar atento ao transitar pela região, devido ao risco de congestionamento.

A categoria justifica a paralisação pela falta de recomposição salarial, o que não ocorre há nove anos. Outra demanda é pela valorização do quadro de pessoal, considerado essencial para o fortalecimento do Ministério Público da União (MPU), órgão responsável pelo combate à corrupção no País.

A paralisação compreende outros estados brasileiros e, em Goiás, 40 unidades estão sem funcionar.

No início desta manhã, um grupo de servidores goianos foi a Brasília participar de manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, onde está prevista uma audiência do procurador-chefe da República, Rodrigo Janot, com o ministro da pasta, Nelson Barbosa.

Apoio de procuradores

Na quinta-feira (12), diversos procuradores da República do MPF-GO manifestaram apoio aos servidores do MPU em greve. Por meio de comunicado, eles reconheceram as reivindicações apresentadas pelos servidores. “Especialmente, na defasagem remuneratória que dura quase um década, o que gera um sentimento geral de desprestígio e insatisfação no seio da categoria, plenamente justificáveis”, afirma um trecho.

O texto aponta ainda que a situação promove a constante rotatividade no quadro de pessoal, o que resulta na perda de capital intelectual. “Além da descontinuidade e dificuldade de implementação de várias atividades, ações e projetos fundamentais de interesse da instituição”, alertam.

Veja, abaixo, os procuradores que declararam apoio à paralisação.

ALEXANDRE MOREIRA TAVARES DOS SANTOS
Procurador da República
Procurador-Chefe da PR/GO

RAPHAEL PERISSÉ RODRIGUES BARBOSA
Procurador da República
Procurador-Chefe Substituto da PR/GO

HELIO TELHO CORRÊA FILHO
Procurador da República

MARCO TÚLIO DE OLIVEIRA E SILVA
Procurador da República

BRUNO BAIOCCHI VIEIRA
Procurador da República

MARCELO RIBEIRO DE OLIVEIRA
Procurador da República

MARIANE GUIMARÃES DE MELLO OLIVEIRA
Procuradora da República

CLÁUDIO DREWES JOSÉ DE SIQUEIRA
Procurador da República

GOETHE ODILON FREITAS DE ABREU
Procurador da República

MARIO LUCIO DE AVELAR
Procurador da República

LÉA BATISTA DE OLIVEIRA MOREIRA LIMA
Procuradora da República

VIVIANE VIEIRA DE ARAÚJO
Procuradora da República

ANA PAULA FONSECA DE GÓES ARAÚJO
Procuradora da República

RAFAEL PAULA PARREIRA COSTA
Procurador da República

OTÁVIO BALESTRA NETO
Procurador da República

NÁDIA SIMAS SOUZA
Procuradora da República

LINCOLN PEREIRA DA SILVA MENEGUIM
Procurador da República

ONÉSIO SOARES AMARAL
Procurador da República

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