Em novo julgamento, serial killer assume homicídio de vigilante mas nega em seguida

Pena pelo assassinato de Aleandro Miranda foi a maior até o momento; em depoimento, Tiago Henrique afirmou que foi induzido por uma voz a matar suas vítimas

Nesta segunda-feira (19/9), o serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha foi julgado pelo assassinato do vigilante Aleandro Santos Miranda, no dia 20 de novembro de 2011. Ele foi condenado à sua maior pena: 29 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. Esta é a 15ª condenação por homicídio de Tiago, que também já foi condenado por roubo a agência lotérica e porte ilegal de arma. Ao todo, suas penas somam 373 anos e 10 meses de prisão.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), o crime ocorreu por volta das 17h30, na guarita do galpão da empresa Coca-Cola, na Avenida Perimetral em Goiânia, para a qual Aleandro prestava serviço de segurança. A vítima foi morta a facadas, o único caso de morte por esfaqueamento.

Tiago compareceu à sessão e respondeu a algumas perguntas formuladas pelo juiz Lourival Machado da Costa e afirmou, inicialmente, que foi o responsável pelo assassinato, mas que não se lembrava dos fatos. No decorrer do interrogatório, voltou atrás, dizendo que foi induzido a assumir este crime na delegacia.

De acordo com seu advogado, essa culpa pode ter sido de fato assumida por ele, na intenção de aumentar sua ficha criminal, em uma espécie de vaidade pessoal. O promotor Maurício Gonçalves de Camargos afirmou que a riqueza de indícios em desfavor do serial killer junto à sua confissão, afastam dúvidas quanto à autoria do crime.

No depoimento, Tiago afirmou que começou a sentir o desejo de matar aos 16 anos e que todas as vezes em que tirou a vida de alguém foi induzido por uma voz. Havia, segundo ele, uma missão a ser cumprida, mas não foi explicada qual seria essa missão. Essas declarações foram usadas pela defesa para sustentar a tese de que Tiago Henrique possui desordens mentais, mesmo que não clinicamente diagnosticado.

A condenação foi por homicídio duplamente qualificado: por uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e motivação torpe. O próximo julgamento de Tiago está marcado para a próxima segunda-feira (26). Ele será julgado pelo homicídio de Rafael Carvalho Gonçalves, assassinado em 16 de fevereiro de 2013 quando voltava de um bar no Setor Universitário com um amigo. Tiago Henrique simulou um assalto e em seguida atirou no peito de Rafael, que morreu logo em seguida.

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