Guerra comercial entre EUA e China e pacote argentino para segurar desvalorização do peso são os motivadores

Foto: Fernanda Carvalho

O dólar chegou a R$ 4,184 e bateu nova máxima em 2019, alcançando o maior patamar desde 13 de setembro passado. A alta representa 1% e tem relação com a dificuldade entre Estados Unidos e China de realizarem um acordo comercial, bem como pelo pacote argentino para evitar que o peso se desvalorize mais.

Em relação ao acordo, desde domingo, 1º, estão valendo as novas tarifas dos Estados Unidos (15%), que atingem uma gama de produtos chineses, como relógios inteligentes, TVs e mais. Da mesma forma, a China passou a cobrar novos tributos acerca do petróleo estadunidense.

Com os recentes conflitos entre os países [EUA se negou adiar as novas taxas e determinar parâmetros para novas negociações; China processa o país junto à Organização Mundial do Comércio (OMC)], o mercado teme por uma crescente na guerra comercial. Isso faz com que emergentes tenham sua moeda desvalorizada em relação ao dólar.

Argentina

Por aqui, além disso, tem-se a Argentina, que, no domingo, limitou o mercado de câmbio, a fim de conter o aumento do dólar. A decisão foi tomada por decreto do presidente Maurício Macri.

O gestor limitou compras e transferências mensais de dólar para contar do exterior em US$ 10 mil, por pessoa física. Já os exportadores precisarão trazer ao país divisas cujo resultado sejam vendas no exterior. O prazo é de cinco dias depois de receber ou, ainda, seis meses após o embarque.

Em outro ponto ficou definido que, somente com autorização prévia do banco central, será possível ter acesso a dólares, metais e transferências ao exterior.

Bolsa

Por aqui, a Bolsa operava no azul, mas após as notícias sobre a guerra comercial, a Ibovespa caiu 0,5% no fechamento e ficou 100.625 pontos. (Com informações da Folha)