Em nota, Instituto Gerir denuncia dívida do Estado com organização

SES alega que repasses têm sido feitos e são suficientes para o término do contrato

Foto: divulgação

Em nota, o Instituto Gerir, organização social que era responsável pela administração do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) desde 2012, e do Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), fez uma denuncia dizendo que chega ao fim do contrato com dívida de mais de R$ 50 milhões.

No texto, o instituto denuncia repasses mínimos do governo de Goiás e exige pagamento de R$ 21 milhões, que a administração do Estado se recusa a pagar por “descumprimento de metas por parte da OS”. Segundo a organização, os recursos que dispõem hoje só são suficientes para o pagamento de impostos que serão usados para esta finalidade, sob pena de prática de crime fiscal.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) disse, em resposta, que a Gerir tem recebido repasses, “inclusive um de R$ 4 milhões, realizado no início desta semana, que seriam suficientes para manter a normalidade do atendimento no Hugo até que a nova OS, o Instituto Haver, assuma o hospital, na próxima terça-feira (27/11).

Confira nota do instituto na íntegra:

O Instituto Gerir, organização social que esteve à frente das administrações do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), desde 2012, e do Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) desde 2014, informa que chega ao final de seu contrato de gestão com a Secretaria Estadual de Saúde com uma dívida da ordem de R$ 54.183.831,85 – sendo que, desde total, o Estado já informou que não pagará R$ 21 milhões, alegando suposto descumprimento de metas por parte da OS.

A própria justiça federal, em reiteradas decisões, já reconheceu que é impossível manter as metas pactuadas entre o Gerir e a SES para as duas unidades, diante dos constantes atrasos de repasses do governo à OS – e que motivaram esta última a solicitar, no dia 26 de outubro, a rescisão do contrato de gestão.

No mês de novembro, o Instituto Gerir recebeu da SES somente R$ 5 milhões para o Hugo e nenhum repasse para o Hutrin. Os valores são insuficientes para o custeio de todas as despesas das duas unidades e esta informação foi levada por diversas vezes ao conhecimento dos gestores da pasta e à comissão por ela criada, para acompanhar os pagamentos a fornecedores, terceirizados e colaboradores.

Os recursos em conta da OS são suficientes apenas para o pagamento de impostos que devem ser recolhidos, e serão usados para esta finalidade hoje, sob pena de prática de crime fiscal. O Instituto Gerir lamenta que os atrasos de repasses estaduais tenham inviabilizado o trabalho de excelência que vinha sendo realizado pela OS e que fez do Hutrin um dos melhores hospitais regionais de Goiás, e do Hugo um dos três melhores hospitais de trauma do Brasil.

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