Em meio a pandemia causada pela Covid-19, dengue também é motivo de preocupação

Até o final de fevereiro, Goiás já havia registrado 6.646 casos da doença. Destes, 2.251 foram notificados em Goiânia

O Plasmodium vivax é um parasita que tem o mosquito Aedes aegypti como vetor | Foto: Reprodução / EBC

A pandemia causada pelo coronavírus tem sido o principal problema de saúde pública atualmente. O aumento do número diário de casos, somado à ocupação quase integral das UTIs tem gerado preocupação na população e quase um colapso no sistema de saúde. 

Entretanto, apesar da preocupação com a Covid-19, outro problema de saúde pública pode se transformar em um impasse para a população: a dengue. Até o final de fevereiro, Goiás confirmou 6.646 casos da doença, em Goiânia foram 2.551.

Em entrevista, o gerente de Controle de Vetores de Goiânia, Izaías Ferreira, destacou que o trabalho dos agentes não parou, mesmo com a pandemia. Em um primeiro momento, os agentes apenas emitiam orientações aos moradores, entretanto, com uma nova recomendação do Ministério da Saúde em novembro de 2020, os agentes foram autorizados a realizar vistorias apenas na parte externa da casa. “O trabalho tem sido contínuo, além de atender as demandas de denúncias, solicitações da comunidade, denúncias por aplicativo, essas atividades não pararam”, frisou Izaías. 

Apesar da queda de 43% no número de novos casos de dengue em 2020 em comparação com 2019, Izaías ressaltou a preocupação com a doença. Segundo ele, os agentes têm encontrado diversos focos em vários pontos diferentes da cidade. Devido a Covid-19, a população tem ficado receosa em permitir a entrada dos agentes em casa, mas Izaías salientou que todos os agentes já foram vacinados. “Os nossos agentes estão sendo vacinados, todos eles já receberam a primeira dose e estarão recebendo em breve a segunda”. 

Segundo Izaías Ferreira, o período atual é favorável para a proliferação da dengue. “Nós estamos com muitos momentos de chuva intensa e temperaturas elevadas. Isso acelera o ciclo evolutivo do mosquito e colabora para um aumento do Aedes Aegypti”. Por isso, ele pede que a população tenha cuidado redobrado para evitar a proliferação da dengue no Estado. 

As orientações para evitar a aparição do Aedes Aegypti seguem sendo as mesmas dos anos anteriores: evitar os pontos de água parada, colocar o lixo no lixo, cuidado com os bebedouros dos animais, entre outras. O tempo gasto para realizar essas ações é de no máximo 10 minutos por semana.

O atual momento enfrentado em Goiás por conta da Covid-19 traz ainda mais preocupação em relação à dengue. A participação da população é importante para evitar que o Estado passe por uma epidemia causada pela dengue em meio ao colapso do sistema de saúde causado pela Covid-19.

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