Em Goiás retorno às aulas presenciais preocupa Sindicato: “Não é hora ainda”

Escolas estaduais retornaram nesta segunda-feira, 2, em esquema de revezamento, ou seja, presencial e remoto

Sala de aula | Foto: Pixabay

Em Goiás, o retorno às aulas presenciais na rede estadual acontece nesta segunda-feira, 2, com revezamento quinzenal de estudantes e em regime remoto de ensino. Os alunos devem voltar às escolas goianas seguindo uma série de protocolos de segurança. A ocupação é limitada a 50% da capacidade da unidade, conforme nota técnica da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

Anteriormente, a ocupação das escolas era de 30%, mas a mudança foi anunciada após deliberação do Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás para Enfrentamento ao Coronavírus. No último dia 22, a Seduc lançou o Guia de Implementação do Protocolo de Biossegurança e Medidas Pedagógicas para Retorno às Atividades Presenciais. O documento traz informações sobre a organização do espaço escolar e as medidas de prevenção e controle da Covid durante o retorno gradual das aulas.

Porém, o retorno tem preocupado o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), que avalia que não é hora de retornar presencialmente para as salas de aula. “Entendemos que não é hora ainda, pelo fato de que o nível de contágio está alto e as UTIs estão lotadas e, principalmente, a maior parte dos professores e administrativos das escolas ainda não terem tomado a segunda dose da vacina, ou seja, não estão completamente imunizados”, afirma a presidente do Sindicato, Bia de Lima.

Na manhã desta segunda-feira, 2, as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) voltadas para o tratamento da Covid-19 dos hospitais públicos e privados do estado registram taxa de ocupação de 185,38%. Na enfermaria dos hospitais públicos e privados, a ocupação é de 45,58%. Já nos hospitais estaduais, a taxa de ocupação das UTIs é de 85%, com apenas 91 leitos disponíveis. Já na enfermaria, onde 61% dos leitos estão ocupados, 273 unidades estão disponíveis.

Para o sindicato era preciso esperar pelo menos um mês e meio para que esse retorno fosse feito. “Sem a segunda dose é um risco muito grande  e não queremos que isso aconteça tanto por parte dos profissionais quanto dos estudantes. As medidas sanitárias tomadas são necessárias, mas é preciso a imunização completa”, reforça Bia de Lima.

Dados Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) do domingo, 1º, mostram que há 742.928 casos de Covid-19 no estado. Destes, há o registro de 708.895 pessoas recuperadas e 20.804 óbitos confirmados. Referente à primeira dose, foram aplicadas 3.051.855 doses da vacina. Em relação à segunda dose, foram vacinadas 1.181.192 pessoas.

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