Em Goiás, paciente perde um rim por erro médico e será indenizado em R$ 40 mil

Juíz entendeu que erro no pós operatório configurou em “conduta negligente” por parte do médico e do hospital 

Médico e hospital foram condenados em segunda instância | Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Um paciente do Instituto do Rim de Goiânia será indenizado em cerca de R$ 40 mil após ser vítima de negligência médica no tratamento pós-cirúrgico, o que resultou na perda do rim direito. A decisão é do juiz da 2ª Vara Cível da comarca de Anápolis, Algomiro Carvalho Neto. Um dos médicos do local também foi condenado e pagará parte do valor.

Segundo os autos, o autor da ação se submeteu a uma cirurgia para retirada de cálculo no canal de urina. Durante o procedimento, ele alegou que houve perfuração do seu ureter. Mesmo com fortes dores, o paciente narra que teve alta médica, sendo lhe indicado apenas analgésicos para tomar em casa. Dias depois, com quadro infeccioso, o homem precisou passar por nova operação, desta vez para uma nefrectomia, ou seja, procedimento cirúrgico para retirada do órgão.

O juíz entendeu que houve erro em indicar o repouso domiciliar antes do momento adequado. “A conduta negligente do médico causou complicações no estado de saúde do autor, sendo elas dor abdominal intensa, quadro infeccioso, extravasamento da urina e necrose do ureter”.

Como sequelas do tratamento mal sucedido, a petição discorre sobre o sofrimento físico e psicológico que vem acometendo o autor, como crises de cistite, retenção urinária, dor na próstata e dificuldade de ereção – problemas que afetam seu cotidiano e vida íntima.

Na defesa, médico e instituto alegaram exclusão de responsabilidade, usando como argumento que a existência prévia de lesão no ureter do paciente. O juiz, porém. considerou laudo pericial que apontou que o fim da internação só pode ocorrer com rigorosa orientação ao paciente, bem como com a estrita observância e monitoramento clínico rigoroso. (Com Ascom TJGO) 

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