Em Goiás, caminhoneiros não devem aderir a greve por risco de multa

Paralisação das rodovias ocorreria em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis. Justiça proibiu bloqueio de BRs

Estava previsto para ocorrer amanhã, 1º de novembro, a greve dos caminhoneiros em protesto aos constantes reajustes nos preços da Petrobras. Contudo, segundo o Sindicato dos Caminhoneiros de Goiás, no Estado a paralisação não vai acontecer devido ao risco de multa de R$ 100 mil. Além disso, os caminhoneiros estariam sendo vigiados pela Polícia Rodoviária Federal.

Em Goiás, a Justiça Federal já havia decretado a proibição do bloqueio das BRs. O juiz federal plantonista Bruno Teixeira de Castro, da 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Estado, tinha dado a ordem de aplicação de multa diária de R$ 100 mil por pessoa física participante e de R$ 1 milhão por pessoa jurídica que organizar a paralisação. Também estaria autorizado o uso da força policial, caso necessário.

O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, disse que a medida faz parte de uma estratégia do governo federal para impedir a obstrução das vias rodoviárias. O próprio presidente Bolsonaro já tentou desmobilizar a greve prometendo um auxílio de R$ 400 aos caminhoneiros. Contudo, Carlos afirmou que a paralisação continua mantida pela organização.

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