Em Goiânia, senadores petistas prestam solidariedade ao jovem agredido pela PM

Gleisi Hoffmann (PR), Regina Sousa (PI), Fátima Bezerra (RN) e Lindbergh Farias (RJ) estiveram no Hugo e conversaram com familiares de Mateus Ferreira

Representantes da bancada do PT no Senado vieram a Goiânia nesta quarta-feira (3/5) prestar solidariedade ao jovem Mateus Ferreira da Silva, 33, agredido durante a greve geral por um policial militar.

Gleisi Hoffmann (PT-PR), Regina Sousa (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN) e Lindbergh Farias (PT-RJ) estiveram no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) ao lado de familiares da vítima, bem como da deputada estadual Isaura Lemos (PC do B-GO) e do presidente da CUT Goiás, Mauro Rubem (PT).

Em vídeo postado nas redes sociais, os parlamentares conversam com a mãe de Mateus, Suzete Barbosa, e destacam a importância simbólica do que aconteceu com o estudante. “Tenho um filho de 21 anos e só pensava nele quando vi aquela cena. Trazemos o sentimento de muita gente no Brasil que está preocupada com Mateus. Lamento o período histórico que estamos vivendo, de muita violência. […] Não podemos aceitar essa escalada de repressão violenta contra tudo que se organiza. Estamos impressionados. Mateus simboliza resistência de muita gente”, disse Lindbergh Farias.

Para Regina Sousa, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos no Senado, há uma intensificação grave da violação dos direitos humanos no país. “Vimos um novo método de tratar a população, principalmente os movimentos sociais. Mateus deve nos encorajar, ser energia para reagirmos contra o cerceamento da liberdade de manifestação. Viemos trazer solidariedade e dizer que estamos atentos”, garantiu.

Gleisi Hoffmann lembrou que a comitiva estava ali representando todo o Partido dos Trabalhadores e também o ex-presidente Lula. “É um ato de solidariedade não só política, mas como mães e pais também. Ficamos muito abalados, ontem na sessão do Senado foi motivo de muitas falas, todos estarrecidos com o nível de violência que chegou o Brasil. Digo a vocês que tem uma parte grande do povo brasileiro aqui hoje”, disse.

Durante a visita, o médico responsável pelo tratamento do jovem prestou maiores esclarecimentos sobre os procedimentos aos quais foi submetido e revelou que há a possibilidade de Mateus Ferreira deixar a UTI em poucos dias. “São coisas delicadas que teremos que tratar, mas menos graves. Até agora lutamos para que ele não morresse, mas já estamos passando bem pelo risco. Apesar de melhora, é um doente que requer cuidado. […] Acredito que, a partir da alta da UTI, se tudo evoluir bem, depois de 10 dias de internação, dependendo do que ele responder, ele pode deixar o hospital”, conjecturou.

Ao final do encontro, o ex-presidente Lula falou, por telefone, com a família de Mateus Ferreira.

Veja abaixo o vídeo:

O caso

Mateus Ferreira da Silva foi agredido por um policial militar quando participava da greve geral de sexta-feira (28/4), em Goiânia. O ato brutal aconteceu na Praça do Bandeirante, no Centro da capital, quando o jovem, que é estudante universitário, foi atingido por um cassetete. Tamanha a força aplicada pelo policial, o objeto chegou a se partir no rosto de Mateus. Ele foi levado em estado grave para o Hugo, onde passou por cirurgias e está estável, sem previsão de alta. As imagens, divulgadas nas redes sociais, causaram revolta e comoção em todo o país.

A Polícia Militar de Goiás (PM-GO) afastou das ruas o capitão Augusto Sampaio de Oliveira Neto, subcomandante da 37ª Companhia Independente, em Goiânia. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves de Oliveira, o capitão continua exercendo funções administrativas.

1 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
1 Comment authors

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Nicola Limongi Neto

Esses safados do PT, tinham que visitar os milhares de brasileiros morrendo todos os dias nas filas dos hospitais públicos. Bando de ladrão que rouba o erário público. Ainda quero te ver na cadeia Lindenberg, ah se quero!