Em Goiânia prévia da inflação de julho indica alta de 0,56%

Segundo  os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta foi pressionada pela variação da energia elétrica que já acumula mais de 10% de aumento em um ano

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 | IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 23, que em julho, Goiânia registrou variação mensal de 0,56% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), diferente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA apenas no período de coleta), a quinta taxa positiva do ano, que já chegou a atingir 1,40% em março. Com isso, o acumulado no ano vai a 4,60% e o acumulado dos últimos 12 meses vai a 9,37%.

O índice nacional, que representa a prévia da inflação oficial, ficou em 0,72% em julho, ficando 0,11 ponto percentual abaixo da taxa de junho (0,83%). Essa foi a maior variação para um mês de julho desde 2004, quando o índice foi de 0,93%. No ano, o índice acumula alta de 4,88% e, em 12 meses, de 8,59%, acima dos 8,13% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2020, a variação havia sido de 0,30%.

Itens com mais peso

Segundo  os dados,  a alta foi pressionada pela variação da energia elétrica que já acumula mais de 10% de aumento em um ano. Entre os itens com mais peso na cesta de compras das famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários-mínimos estão veículo próprio, que subiu 1,59%; alimentação fora do domicílio com alta de 1,25%; carnes, que subiram 1,16%, e energia elétrica residencial, que teve aumento de 3,10% no mês de julho. Assim, energia elétrica residencial além de pressionar o índice geral para a alta, acumula variações de 2,45% em 2021 e 10,14% nos últimos 12 meses.

Outros itens que se destacaram nos acumulados e que têm forte peso na cesta de compras da população residente em Goiânia são carnes, que acumulam 8,18% no ano e 38,32% nos últimos 12 meses, alimentação fora do domicílio, que acumula alta de 7,47% no ano e de 10,53% nos últimos 12 meses e veículo próprio, com alta de 4,56% no ano e de 7,91% nos últimos 12 meses. Os combustíveis de veículos, no geral, sofreram uma leve queda (-0,50%) no mês, entretanto, acumulam alta de 25,41% no ano e de 45,84% nos últimos 12 meses.

Entre os subitens que mais subiram em 2021, destacam-se o etanol, que apesar de ter sofrido queda de 3,73% no mês de julho, acumula alta de 31,38% no ano; o óleo diesel, que teve uma alta de 0,46% no mês e 25,72% no ano; a gasolina, que subiu 0,14% no mês e 24,25% no ano; ovo de galinha, com alta de 0,24% no mês e 21,28% no ano, e gás de botijão, que subiu 3,61% em julho e acumula alta de 19,40% no ano de 2021.

O grupo com a maior alta do mês foi Artigos de residência (1,35%). Nele destaca-se consertos e manutenção (3,83%) e TV, som e informática (3,38%). Habitação subiu 1,04%, pressionado pelas altas do botijão de gás (3,61%) e da energia elétrica residencial (3,10%). O único grupo que apresentou queda em Goiânia foi Comunicação (-0,12%), devido à diminuição nos preços do aparelho telefônico (- 0,85%).

A pesquisa apontou que todas as áreas pesquisadas indicaram variação positiva mensal em julho, sendo a mais alta em Curitiba (1,19%) e a mais baixa em Brasília (0,38%). Goiânia apresentou a oitava maior variação do país (0,56%). Nos valores acumulados no ano, a capital goiana também se mantém com a oitava maior variação (4,60%), enquanto Fortaleza (6,30%) lidera o ranking. Já no acumulado dos últimos 12 meses, Goiânia está em quarto lugar (9,37%), atrás de Porto Alegre (9,59%), Curitiba (10,32%) e Fortaleza (10,55%).

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