Em encontro em quartel, Bolsonaro diz que capitães vão mandar no país

Confira agenda de campanha dos candidatos à presidência no segundo turno

Foto: Reprodução

Os candidatos à presidência da república Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) realizaram atividades de campanha na manhã desta segunda-feira (15/10). Em entrevista coletiva em São Paulo, o petista reforçou que vai formar alianças para combater retrocessos democráticos. Já o candidato do PSL, que se encontrou com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, disse que os capitães vão mandar no país.

Fernando Haddad afirmou, durante a entrevista, que ‘bolsonarismo’ “é uma ameaça concreta às instituições”. Depois reforçou que sua candidatura é em defesa da democracia e que, por isso, “estaria disposto a qualquer tipo de [gesto]”.

O candidato disse acreditar no diálogo como caminho e que seu governo teria que ser amplo para “garantir uma transição do atual estado de coisas para uma normalidade democrática em que as pessoas possam discutir com naturalidade as propostas”. Ele também atentou para a violência que tem se agravado nos últimos dias e disse que as pessoas estão com medo de se manifestar, por receio de um possível constrangimento.

Mais uma vez, o candidato fez autocrítica ao PT e disse que está disposto a rever os equívocos do partido. Falou também, em atividade mais cedo, que quer construir novas bases e confirmou ter conversado com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ministro aposentado Joaquim Barbosa.

O petista, que também é professor, disse que está disposto a emitir proibição legal para a educação à distância no ensino fundamental – que é proposta do candidato adversário, Jair Bolsonaro.

O candidato do PSL visitou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro sem acompanhamento da imprensa. O encontro ocorreu no quartel, em Laranjeiras, na zona sul da capital fluminense.

A assessoria de Bolsonaro publicou, depois, um vídeo em que o candidato aparece dentro do quartel, cercado por policiais. Ele posou para fotos com os policiais e fez um breve discurso para a tropa.

“Nós temos a segunda maior bancada em Brasília e isso vem de gente como vocês. Temos que acreditar e tentar mudar, buscar fazer a coisa certa. Isso é possível, afinal de contas não temos outro caminho.”

Bolsonaro encerrou o discurso gritando “caveira”. Ao prestar continência ao comandante do Bope, tenente-coronel Alex Benevenuto Santos, o candidato brincou: “Estou dando continência para o coronel, mas quem vai mandar no Brasil serão os capitães.” (Com informações da Agência Brasil)

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