Em depoimento, madrasta de Bernardo Boldrini defende pai e amiga, que também é ré

Garoto foi assassinado em abril de 2014 e Graciele Ugulini assumiu, nesta quinta-feira, 14, autoria do ocorrido

Foto: Reprodução/RBS TV

O julgamento do menino Bernardo, assassinado em abril de 2014, acontece desde a segunda-feira, 11, no Fórum da cidade Passos, norte do Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira, 14, a madrasta do garoto, Graciele Ugulini, admitiu o crime e depôs pela inocência do pai dele, o médico Leandro Boldrini.

“O Leandro não tem nada a ver com isso, é tudo culpa minha.” A enfermeira, que é acusada de homicídio triplamente qualificado, chorou durante o depoimento, que começou por volta de 9h30 e terminou no fim da manhã.

Ela ainda não tinha prestado esclarecimentos, desde o depoimento, em 2014, à polícia. 

Explicações

Graciele revelou que, durante viagem com o garoto a Frederico Westphalen (430 km da capital), Bernardo esta agitado e ela deu cinco doses de ritalina para acalmá-lo. Depois de dar o remédio, o jovem teria ficado prostrado. Quando a madrasta foi checar não percebeu movimento respiratório. A acusada defendeu a amiga e também ré, Odilaine Uglione. Graciele afirmou que a colega queria levar o menino de imediato ao hospital, mas ela optou (e admitiu) a decisão de esconder o corpo. “Tentei agir de forma normal para Leandro não desconfiar.”

A ocultação foi motivada, conforme ela, por conta de sua relação com o pai do menino. Bernardo Boldrini tinha 11 anos.

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