Em carta, Léo Pinheiro volta atrás em acusações que fez contra Lula em delação

Segundo o blog da colunista Bela Megale, no O Globo, a carta do empreiteiro foi um dos elementos que fizeram a investigação que acusava o petista de corrupção e tráfico de influência internacional ser arquivada

Ex-presidente Lula | Foto: reprodução/ Instagram

O blog da colunista Bela Megale, no O Globo revelou que o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, escreveu uma carta de próprio punho voltando atrás em acusações que fez contra o ex-presidente Lula em delação feita em acordo com a Lava-Jato. A carta do empreiteiro foi um dos elementos que fizeram a investigação que acusava o petista de corrupção e tráfico de influência internacional ser arquivada, como foi revelado pela coluna.

O documento foi escrito em maio e anexado ao processo em junho. Pinheiro disse que nunca autorizou ou teve conhecimento de pagamentos de propina às autoridades citadas no caso e que não houve menção sobre vantagens indevidas durante o encontro ocorrido na Costa Rica.

Segundo a coluna, esse documento foi uma das bases da defesa de Lula, liderada pelo advogado Cristiano Zanin, para solicitar à Justiça de São Paulo o arquivamento da investigação.

“A empresa OAS não obteve nenhuma vantagem, pois inclusive não foi beneficiada por empréstimos do BCIE – Banco Centro Americano de Integração Econômica. Não sabendo informar se houve efetividade da solicitação do Presidente do BCIE, senhor Nick Rischbieth junto ao senhor Ex. Presidente Lula e demais autoridades citadas”, concluiu Pinheiro.

De acordo com o blog da colunista Bela Megale, no O Globo, a defesa de Léo Pinheiro afirmou que o ex-presidente da OAS “não se retratou do seu anexo e muito menos redigiu carta nesse sentido”. A carta redigida por ele “é um depoimento pessoal e sigiloso que algumas autoridades solicitam ao invés de colher o depoimento presencial. São respostas a quesitos específicos e direcionados”. A defesa de Pinheiro diz que a matéria “descontextualizou as afirmações de Léo Pinheiro” e que, no final do documento, o delator “ratifica seu anexo através da indicação dos documentos inseridos na sua colaboração”. A advogada nega segundo a coluna, qualquer possibilidade do cliente retificar seu testemunho em relação às afirmações que fez contra o ex-presidente Lula.

*Com informações do blog da colunista Bela Megale, no O Globo

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