Em carta da Associação Médica Brasileira, Marcelo Queiroga é duramente criticado

Os profissionais acusam o ministro de cometer “erros de conduta e deslizes éticos”

No último domingo, 23, a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou uma carta em que critica duramente o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, por “erros de conduta e deslizes éticos” durante a pandemia do Covid-19. A Associação enumerou uma série de “fatos contundentes” que violariam o direito à Saúde, conforme a Constituição, e o Código de Ética da Medicina.

A AMB cita que em agosto passado, Queiroga se disse contrário ao uso obrigatório de máscaras, não fez esforços efetivos para solucionar o apagão de dados epidemiológicos em momento crucial da pandemia, defendeu o uso de cloroquina como tratamento, recomendou a paralisação da vacinação de adolescentes e a demorou para dar início a vacinação de crianças, tendo em vista que esta foi autorizada pela Anvisa em dezembro passado, mas começou somente neste mês de janeiro.

“O Brasil está em alerta e pede mudanças na gestão da saúde. Nós, do grupo CEM COVID_AMB, conclamamos ao senhor Ministro a cumprir os preceitos constitucionais que lhe cabem no exercício de sua nobre missão”, diz um trecho da carta.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que “em nenhum momento afirmou que medicamentos contra Covid são seguros para tratamento da doença, nem questionou a segurança das vacinas, que é atestada pela agência reguladora.”

Um abaixo-assinado contendo 65 mil assinaturas de docentes, profissionais da Saúde e pesquisadores brasileiros também repudiaram a gestão de Queiroga. “O comportamento do Ministério da Saúde transgride não somente os princípios da boa Ciência, mas avança a passos largos para consolidar a prática sistemática de destruição de todo um sistema de saúde”, afirmaram.

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