Em campanha por equilíbrio fiscal, Caiado vai à Brasília reunir com parlamentares e Ministério da Economia

Governador de Goiás realizou visitas ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com secretário da Economia para buscar solução para endividamento do Estado

Governador Ronaldo Caiado e governadores fazem visitas em Brasília por equilíbrio fiscal | Foto: Divulgação

O governador Ronaldo Caiado (DEM) esteve nesta terça-feira, 3, em Brasília. Acompanhado da secretária Cristiane Schmidt, ele se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e na companhia de outros governadores, também se encontrou com presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM).

O propósito das visitas foi dialogar por medidas que garantam o equilíbrio fiscal dos estados e defendeu ação conjunta para solucionar endividamento das unidades federativas de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul por meio do PLP 101/2020, que atualiza a proposta apresentada pelo Plano Mansueto.

Além dos líderes parlamentares, Caiado também se reuniu com o secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues. Em todas as reuniões, o intuito foi de sensibilização para que o projeto seja colocado em votação o mais breve possível.

Governador Ronaldo Caiado | Foto: Divulgação

“Goiás não tem como arcar com essa situação se não tivermos esse projeto de lei aprovado”, argumentou Caiado ao lembrar que o Estado se mantém graças a uma liminar do STF que suspende o pagamento de dívidas junto à União, mas que expira no dia 31 de dezembro deste ano.

Ele ainda destacou que o desrespeito ao teto de gastos foi herdado da gestão anterior e reforçou que assumiu o governo com um déficit de R$4,2 bilhões e R$1,6 bilhões em salários atrasados. “Se não tivermos como regularizar essa situação, vamos pagar uma multa de R$ 350 milhões. Isso nos impõe uma situação de insolvência completa”, pontuou.

O governador também destacou que cumpriu com todas as exigências para poder ingressar no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). “O Estado de Goiás cortou 8% das suas despesas, fez a reforma da Previdência, fez a reforma do Estatuto do Servidor, fez corte dos incentivos fiscais. Agora, nós precisamos ter uma lei para que realmente tenha o mínimo de tranquilidade”, frisou.

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