Elias Vaz quer convocar secretário de Gestão de Pessoas da prefeitura e presidente da Comurg à Câmara

Elias Vaz quer esclarecimentos sobre a Comurg, a reforma administrativa e a divulgação de relatório da FGV. Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

Elias Vaz quer esclarecimentos sobre a Comurg, a reforma administrativa e a divulgação de relatório da FGV. Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

O vereador Elias Vaz (PSB) aprestou três requerimentos durante sessão na manhã desta quarta-feira (23/4) na Câmara Municipal. Dois deles pedem a convocação de dois secretários da prefeitura: o presidente interino da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Nelcivone Melo, para que sejam dadas explicações sobre a situação da coleta de lixo. O outro é para convocar o titular da secretaria de Gestão de Pessoas (Semgep), Paulo César Fornazier.

Sobre a Comurg, o vereador afirmou ser inadmissível o fato de os moradores da capital terem que voltar com os sacos de lixo para dentro de casa. A situação foi provocada, segundo disse, porque a Prefeitura de Goiânia recomendou que as pessoas que moram nos bairros que não tiveram os resíduos recolhidos, até o momento, o façam.

Elias contestou também o fato de a prefeitura ter anunciado que os problemas na coleta de lixo serão resolvidos daqui a aproximadamente dois meses.

Contas

Em relação à convocação de Fornazier, Elias relatou que o objetivo é esclarecer como se deu o aumento de R$ 5 milhões nos gastos com a folha de pagamento do Paço Municipal no mês de março em relação a fevereiro, e não ao contrário. “Como assim ele não sabe explicar como esse aumento aconteceu?”, questionou. Ele falou que recebeu informações de que supostamente o rombo teria partido da Comurg, mas a denúncia ainda não foi comprovada.

De acordo com o requerimento, a preocupação se dá pelo não cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Constituição Federal. Ao que parece, informa o documento, os números apontam para isso.

Relatório da FGV

O pessebista também quer que o relatório sobre a reforma administrativa produzido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) seja incluído no projeto que será encaminhado para a Casa. Este requerimento foi assinado por Elias e Geovani Antônio (PSDB). Atestando que o documento foi financiado com dinheiro público e que deve ser divulgado à sociedade, o pessebista sustentou que as informações devem ser mostradas. A justificativa é que o relatório não teria sido repassado pela prefeitura à imprensa local.

Questionada sobre as intenções dos oposicionistas, a líder do governo na Casa, Célia Valadão (PMDB), respondeu que não há problemas em atendê-los. A peemedebista avaliou não ser necessário a apresentação do estudo da FGV, já que a procuradoria-geral da prefeitura e o próprio prefeito Paulo Garcia (PT) o avalizaram.

Até o momento, somente um estudo técnico foi apresentado por parte da prefeitura para justificar a reforma. No caso da Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Setrab), o Ministério do Trabalho foi consultado para apurar se haverá consequências aos convênios firmados entre União e município caso a pasta seja extinta e realocada para a de Indústria e Comércio (Semic).

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