Eleições de 2022: base dos discursos proferidos pelos candidatos será de ideologia e não de projetos, afirma especialista

“Hoje no Brasil, o fator principal na hora da decisão do voto não é mais quem fez ou vai fazer mais, porém, o tipo de opinião que aquele candidato apresenta sobre temas específicos, ambos ligados a pensamentos ideológicos”, afirma Janiel Kempers, especialista em marketing político

Com as aproximações das corridas eleitorais de 2022 cada vez mais se concretizando, especialistas da área começam a lançar suas análises sobre o que eles acham que podem pesar mais no voto popular nestas eleições. Para o especialistas em marketing político, Janiel Kempers, a ideologia que cada candidato defende é o que definirá as urnas. “Hoje no Brasil, o fator principal na hora da decisão do voto não é mais quem fez ou vai fazer mais, porém, o tipo de opinião que aquele candidato apresenta sobre temas específicos, ambos ligados a pensamentos ideológicos”, afirmou.

Para Janiel, votar pensando na ideologia do político ao invés no plano de governo que ele possa vir a defender é “uma perda para a democracia”. “Nós estamos perdendo completamente a capacidade de discutir aquilo que realmente importa. Vivemos em um país onde os candidatos valem mais pela simbologia do propriamente pelo que podem fazer pelo país”, disse. Segundo o especialista, é neste aspecto que a polarização atinge seu auge. Torna-se incapaz de ambas ideologias, criarem argumentos convincentes e conciliarem assuntos que na verdade são interesses de todos.

Em resumo, ideologia, segundo os conceitos da sociologia, é o sistema de ideias sustentadas por um grupo social, as quais refletem, racionalizam e defendem os próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais, religiosos, políticos ou econômicos. Seguindo esse raciocínio, os planos de governo de cada candidato refletiriam suas ideias defendidas. Por exemplo, Jair Bolsonaro (PL), sempre defendeu a ideia de armar a população para que essa pudesse se “defender”. Por isso criou a lei que garante o acesso à armas mediante a um processo burocrático.

Todo plano de governo seguirá uma ideologia, seja ela mais popular ou que atenda mais os interesses próprios de quem está no poder. A base do plano de governo é a ideia que aquele político quer para o país. Se ele quer criar um país com melhorias para a saúde, então certamente seu plano terá propostas que atendam essa demanda. Assim como Bolsonaro tinha a proposta do armamento e colocou em prática.

Ao longo da história da humanidade, todos os governos foram pautados em ideologias. Exemplos: Ideologia capitalista; Ideologia liberal; Ideologia conservadora; Ideologia comunista; Ideologia anarquista; Ideologia democrática; Ideologia nazista; Ideologia fascista. Contudo, dizer que a ideologia é “uma perda para a democracia” vai contra o próprio conceito básico de democracia, que é a liberdade para se discutir e dar lugar a quem quiser falar.

Além disso, são as discussões ideológicas que mostram, para quem quiser ver, o que a geração daquele momento pensa, acredita e quer no momento de ir à uma urna. Dessa forma, é o pensamento ideológico que ditará as discussões que realmente importam para a população em geral, refletindo no plano de governo e mostrando qual político poderá atender as necessidades que o país clama na atualidade.

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