Educação e Saúde municipais entram em greve

Categorias seguem com paralisação por tempo indeterminado. Reivindicações incluem pagamento do retroativo da data-base e condições de trabalho

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Professores em assembleia na última semana: greve tem início nesta terça (14) | Foto: reprodução / Facebook

Os servidores municipais da Educação de Goiânia entram em greve a partir desta terça-feira (14/4), sem previsão de término. A estimativa do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação do Município de Goiânia (Simsed) é de que 200 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) fiquem parados.

Segundo o Simsed, existe um “total descaso” da Prefeitura de Goiânia com a Educação municipal. De acordo com o sindicato, o prefeito Paulo Garcia (PT) construiu menos de 10% do número de CMEIs que prometeu em campanha. Ele também não estaria investindo na estrutura física daqueles que existem e estaria fechando turnos das escolas.

A categoria, que também reclama de falta de segurança nas unidades que funcionam no turno noturno, afirma que o objetivo maior da greve é lutar contra a perda de direitos trabalhistas e contra o sucateamento da rede municipal de ensino de Goiânia.

As reivindicações dos trabalhadores da Educação são o pagamento do retroativo da data-base de 2014 dos servidores administrativos; pagamento da gratificação de 30% para auxiliares educativas e transposição para o Plano de Carreira do Magistério; pagamento do retroativo de 2014 do Piso dos Professores; pagamento das titularidades, titulações, progressões e de seus respectivos retroativos; cumprimento dos compromissos acordados nas greves de 2013 e 2014; retirada imediata do projeto de reforma administrativa que reduz e corta direitos dos trabalhadores e revogação do Decreto nº 2.718 da Prefeitura de Goiânia, que determinava medidas temporárias de contenção de gastos.

Saúde

Os servidores municipais da Saúde de Goiânia deram início na última segunda-feira (13) à greve por tempo indeterminado. A classe pretende seguir com a paralisação até que a Prefeitura atenda às reivindicações da categoria.

Enquanto os servidores estiverem paralisados, todo serviço que não for considerado urgência e emergência estará suspenso. Segundo o Sindsaúde, a Prefeitura de Goiânia não oferece condições mínimas de trabalho e de assistência ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS), não respeita o Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos (PCCV), não paga a data-base com a retroatividade e desrespeita lei federal que determina o pagamento do Piso Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate às Endemias (ACE).

Outras reivindicações da categoria são pela correção do adicional de insalubridade, auxílio-movimentação e alimentação e abono especial. A base de apoio da greve será na Câmara Municipal, onde os servidores se reunirão todos os dias.

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