É falso que Barroso e Moraes tenham encomendado chips na China para fraudar urnas eletrônicas
03 agosto 2026 às 19h20

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Circula nas redes sociais uma informação falsa de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, teriam determinado a fabricação de chips em Taiwan para fraudar urnas eletrônicas e que teriam destinado cerca de R$ 16 milhões a deputados em um suposto esquema de manipulação eleitoral. As alegações não apresentam provas e foram desmentidas por checagens da Justiça Eleitoral.
A informação integra uma série de conteúdos falsos compartilhados na internet que tentam colocar em dúvida a segurança do sistema eletrônico de votação brasileiro e atribuir aos ministros ações inexistentes relacionadas ao processo eleitoral.
Não há evidências de fabricação de chips para alterar urnas
Segundo a checagem do programa Fato ou Boato, da Justiça Eleitoral, não existe qualquer registro de que Barroso ou Moraes tenham solicitado ou autorizado a produção de componentes eletrônicos em Taiwan com a finalidade de interferir no funcionamento das urnas.
O sistema eletrônico de votação brasileiro possui mecanismos próprios de segurança, fiscalização e auditoria. As urnas não são conectadas à internet durante a votação e passam por testes públicos e avaliações técnicas antes de serem utilizadas nas eleições.
A Justiça Eleitoral também esclarece que a fabricação e o fornecimento de componentes seguem processos oficiais de contratação e especificações técnicas definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, sem qualquer relação com ações clandestinas ou direcionadas à alteração de votos.
Suposto pagamento a deputados também não tem comprovação
A mesma narrativa falsa afirma que teria ocorrido um repasse de R$ 16 milhões a parlamentares como parte de uma suposta articulação para garantir resultados eleitorais. No entanto, não há documentos, investigações ou registros oficiais que confirmem essa acusação.
De acordo com a checagem, a informação mistura acusações sem fundamentos com elementos sobre o funcionamento do processo eleitoral para criar uma narrativa de fraude inexistente.
Justiça Eleitoral reforça combate à desinformação
O programa “Fato ou Boato”, mantido pela Justiça Eleitoral, reúne verificações de conteúdos falsos que circulam principalmente em períodos de maior debate político e eleitoral.
A iniciativa busca esclarecer informações enganosas e oferecer ao eleitor acesso a dados oficiais sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e a segurança do processo de votação.
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