Durante júri popular, Tiago Henrique se defende e diz que também é “uma vítima”

Ao tribunal, suposto serial killer garantiu que não tinha a intenção de fazer mal a ninguém

Reprodução/YouTube TJGO

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O suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha prestou depoimento, na manhã desta terça-feira (16/2), durante seu primeiro júri popular por um caso de homicídio. Na sessão, o vigilante afirmou que não tinha a intenção de fazer mal a ninguém e disse que também se considera uma vítima.

“Não estou me querendo fazer de vítima, mas eu também sou uma vítima. Não tinha vontade de tirar a vida de ninguém. Contrariando o que as pessoas pensam de mim, nao tive prazer em nada, era praticamente forçado a fazer isso”, alegou.

O vigilante é julgado pelo assassinato de Ana Karla Lemes da Silva. O crime ocorreu por volta das 19 horas de 15 de dezembro de 2013, no Setor Jardim Planalto, na capital, quando a estudante de 15 anos caminhava sozinha pelas ruas do bairro. Sobre o caso em específico, o suposto serial killer afirmou não saber se é realmente o autor do assassinato.

Tiago reforçou o que já havia dito em ocasiões anteriores, quando afirmou não ser o responsável pelas 30 mortes atribuídas a eles. O vigilante disse também que não se considera um serial killer. Questionado pelo juiz como se sentia naquele momento, ele apenas acrescentou que estava “um pouco envergonhado”.

Depoimento da mãe

O vigilante também voltou a pedir desculpas à família da vítima, especificamente à mãe da adolescente Ana Karla Lemes da Silva, que foi ouvida, momentos antes, como informante no caso. No depoimento, ela relembrou as circunstâncias da morte da filha e pediu que a Justiça fosse feita.

“Choramos todo dia, sofremos todo dia. Não consigo trabalhar direito. Esta é a vida que estamos levando”. disse.

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