Um drone que sobrevoava sem autorização a região do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, foi derrubado pela Polícia Judiciária nesta terça-feira, 15. O episódio ocorreu durante a sessão convocada para discutir a eventual abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

O espaço aéreo no perímetro da Corte estava fechado devido ao esquema especial de segurança montado para o julgamento. Após ser interceptado, o equipamento ficou sob responsabilidade da polícia, que busca identificar o proprietário.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a origem do drone, quem o operava ou a finalidade do sobrevoo.

Segurança reforçada na Praça dos Três Poderes

A sessão desta terça-feira levou as forças de segurança do Distrito Federal a ampliar o policiamento nas proximidades do Supremo e em outros pontos considerados estratégicos da capital federal.

Desde a noite de segunda-feira, 14, a Polícia Militar do Distrito Federal utiliza três drones próprios para acompanhar a movimentação na região. Outros equipamentos eletrônicos também integram o esquema de vigilância.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal ativou ainda uma célula de inteligência para acompanhar a movimentação durante o julgamento. Equipes da Cavalaria, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) foram mobilizadas para a Praça dos Três Poderes.

Antes da abertura da sessão, cães farejadores foram utilizados em uma varredura no plenário do Supremo e nas áreas externas destinadas à imprensa.

O planejamento também incluiu reforço do efetivo na Rodoviária do Plano Piloto e no Aeroporto Internacional de Brasília.

Leia também: Dino vê “gravíssimos vícios” e quer Moraes e Mendonça julgados juntos