Dono de rede de supermercados em Posse é preso por sonegação e sofre autuação milionária

Fisco calcula autuação aproximada de R$ 10 milhões entre impostos e multas pela não emissão de cupom fiscal

Foto: Reprodução

A Operação Deslinde resultou na prisão do empresário Alessandre Pereira dos Santos tido como proprietário de um dos maiores grupos supermercadistas do município de Posse. O empreendimento fraudava a fiscalização tributária por meio da emissão de cupons ao consumidor final em desacordo com a legislação, além de utilizar ‘laranjas’ no quadro societário dos supermercados.

Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estabelecimentos comerciais e residência do suspeito de liderar o esquema de sonegação. A ação realizada por auditores fiscais da Secretaria de Estado da Economia e policiais civis da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) também resultou na apreensão de documentos e extratos de bancos de dados do grupo empresarial, além de armas de fogo.

De acordo com o delegado Regional de Fiscalização de Formosa, que abarca o município de Posse, o auditor fiscal Sergimar Soares técnicos da Receita Estadual fizeram intervenção nos sistemas informatizados dos supermercados que revelou, numa amostragem dos últimos 6 dias de movimento, mais de cinco mil operações de venda sem a emissão do regular cupom fiscal, indicando uma sonegação média perto de 60% do faturamento real dos estabelecimentos.

Autuação milionária

Os bancos de dados dos estabelecimentos foram copiados e autenticados em procedimento fiscal, cuja análise detalhada será realizada pelo fisco que, tendo por base a amostragem inicial, projeta autuação perto de R$ 10 milhões entre impostos e multas. Pouco mais de R$ 1 milhão já foi objeto de autuação no mesmo dia da operação por conta do flagrante realizado pelo fisco, de acordo com o delegado Regional de Formosa.

Além de crime de sonegação, os responsáveis pela fraude responderão pelos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa, informou a delegada da DOT, Fabiana Mancuso. Ela também analisa a possibilidade de requerer a conversão da prisão provisória em preventiva.

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