Operação Daia: dono da Aurora Amazônia já foi condenado pelo STJ por fraude em licitação

O processo foi em uma concorrência pela qual seria escolhida a empresa que iria gerir a área de cargas do aeroporto de Manaus

Porto Seco | Foto: Reprodução

Um dos alvos da Operação Daia deflagrada nesta terça-feira, 24,  a empresa Aurora da Amazônia Terminais e Serviços, tem como dono Franco Di Gregório, que já foi condenado pelo STJ por fraude em licitação em uma concorrência pela qual seria escolhida a empresa que iria gerir a área de cargas do aeroporto de Manaus.

Após o processo, a empresa disputou a licitação para assumir a gestão do Porto Seco que fica no Distrito Agro Industrial de Anápolis (Daia).

Entretanto, a Receita Federal inabilitou a Aurora da Amazônia Terminais e Serviço da licitação para assumir a gestão em Goiás. O terreno que ficou em primeiro lugar na fase classificatória, não se encaixou nos requisitos técnicos para se construir uma Estação Aduaneira Interior (EADI).

Operação Daia

As investigações da Polícia Federal, apontam que a empresa Aurora da Amazônia Terminais e Serviços passou a enfrentar problemas na fase de habilitação em relação ao terreno apresentado por ela para a construção do Porto Seco de Anápolis. E teria contratado lobistas para viabilizar a aquisição de um terreno do DNIT por um preço bem abaixo do valor de mercado.

Ainda de acordo com a PF, os lobistas utilizaram-se do pagamento de propina para arregimentar servidores públicos do DNIT, que passaram a cuidar dos interesses da empresa junto à autarquia. A avaliação do terreno foi realizada pelo DNIT por 11 milhões, bem abaixo do valor de mercado de 44 milhões, conforme perícia realizada pela Polícia Federal.

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