Dolly Parton, uma das maiores estrelas da música country, morreu nesta terça-feira, 25, aos 80 anos. A morte foi anunciada pela família da cantora por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. A causa não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.

O anúncio foi feito pelo sobrinho da artista, Bryan Seaver. Segundo ele, a própria Dolly havia pedido, anos antes, que a notícia de sua morte fosse comunicada dessa forma. A família informou ainda que a cantora morreu em Nashville.

Nos últimos meses, a artista enfrentava problemas de saúde e chegou a cancelar compromissos profissionais. Dias antes da morte, revelou que havia deixado os próprios cuidados de lado enquanto acompanhava o marido, Carl Dean, morto em março de 2025, após quase seis décadas de casamento. Apesar das dificuldades, ela afirmava que continuava trabalhando.

Mais de seis décadas de carreira

Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, nos Estados Unidos, Dolly Rebecca Parton construiu uma carreira que atravessou mais de seis décadas e ajudou a levar a música country para públicos de diferentes gerações e países.

Entre seus maiores sucessos estão “Jolene”, “Coat of Many Colors”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Esta última ganhou projeção ainda maior após ser regravada por Whitney Houston e se transformar em um dos grandes sucessos da música pop.

Dolly vendeu mais de 100 milhões de discos ao longo da carreira e conquistou 11 prêmios Grammy, além de um prêmio pelo conjunto da obra. A artista também foi incluída no Songwriters Hall of Fame e, em 2022, no Rock and Roll Hall of Fame.

A composição foi uma das marcas de sua trajetória. Ao longo da vida, Dolly escreveu milhares de canções e tornou-se referência não apenas como intérprete, mas também como compositora.

Do cinema à filantropia

O sucesso ultrapassou a música. Dolly também construiu carreira como atriz, com participações em produções como “9 to 5” e “Steel Magnolias”, além de se destacar como empresária. Seu nome está ligado ao Dollywood, parque temático localizado no Tennessee.

Fora dos palcos, ganhou reconhecimento pelo trabalho filantrópico. Entre suas iniciativas está a Imagination Library, programa voltado à distribuição gratuita de livros para crianças. Em 2020, a cantora também doou US$ 1 milhão para pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19.

Dolly deixa um legado que ultrapassa a música country, marcado por composições que atravessaram gerações, atuações no cinema, projetos empresariais e iniciativas sociais.

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