Dólar chega a R$ 4,16 e atinge maior alta da moeda americana desde criação do real

Fechamento com elevação de 1,47% acumula subida anual em 5,5% até esta quinta-feira (21/1)

BC não anunciou novas intervenções no mercado de câmbio | Foto: EBC

Alta anual está em 5,5% nos primeiros 21 dias de 2016| Foto: EBC

Recorde desde a criação do real, em 1994, o dólar fechou a quinta-feira (21/1) com valor de venda a R$ 4,166. A alta foi de R$ 0,061, o que representa 1,47% a mais. A cotação mais alta da moeda americana nos últimos 22 anos havia sido registrada em 23 de setembro de 2015, quando o dólar atingiu R$ 4,146.

Em alta durante toda a sessão desta quinta, o dólar atingiu sua máxima por volta das 9h30, quando chegou a ser vendido por R$ 4,172. Com a desaceleração da alta da moeda nas horas seguintes, houve nova valorização após as 16 horas. Com isso, em 2016 o dólar já acumula 5,5% de aumento no valor em comparação ao real.

A alta acontece um dia depois do anúncio do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manutenção da taxa Selic, dos juros básicos, em 14,25% ao ano.

Outros fatores, como a queda em 3,23% da Bolsa de Xangai, o menor nível desde dezembro de 2014, influenciaram na alta do dólar nesta quinta. Mesmo como anúncio do governo chinês de que injetará 600 bilhões de yuans na economia da China tem barrado a desaceleração do mercado mundial, que acompanha a desaceleração chinesa.

O crescimento da China em 2015, de 6,9%, foi o menor registrado nos últimos 25 anos. Exportadores de commodities, as matérias-primas com cotação internacional, como é o caso do Brasil, são afetados pela instabilidade econômica chinesa.

Menos demanda por commodities resulta na queda das exportações brasileiras, como no caso do ferro e da soja. A entrada de menos dólares do comércio exterior faz com que a cotação do dólar suba.

Recuperação

O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a quinta em 37.837 pontos, com alta de 0,51. As ações da Petrobras subiram após uma quarta-feira (20) com fechamento no menor nível em 13 anos. Com alta de 1,81%, os papéis preferenciais fecharam em R$ 4,52 – aqueles que dão preferência à distribuição de dividendos.

As ações ordinárias da empresa, que dão direito a voto na assembleia de acionistas, encerraram em R$ 6,75, em R$ 6,33. (Com Agência Brasil)

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