Dois dos três senadores goianos votaram a favor da reforma trabalhista no Senado

Da bancada goiana no Senado, apenas Jorge Kajuru (Podemos) votou contrário a reforma; Vanderlan Cardoso (PSD), no início da tarde desta quinta-feira (02), justificou que votou favorável ao projeto depois que foi retirado itens que ameaçavam os direitos dos trabalhadores.

Senado Federal | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Dois dos três senadores goianos estão entre os 27 parlamentares que votaram a favor de uma nova reforma trabalhista, que foi rejeitada no Senado Federal em votação na noite de quarta-feira, 1º, por 47 votos contrários. É mais uma derrota para o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Da bancada goiana no Senado, apenas Jorge Kajuru (Podemos) votou contrário a reforma. Já os senadores Luiz do Carmo (MDB) e Vanderlan Cardoso (PSD) votaram sim pela reforma.

Veja os principais destaques da reforma

O texto que havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 12, criaria novos regimes de contratação para jovens e vagas sem direito a férias, 13º salário e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Além de outra modalidade de trabalho, sem carteira assinada (Requip) e sem direitos trabalhistas e previdenciários, o trabalhador receberia uma bolsa e vale-transporte. O programa de incentivo ao primeiro emprego (Priore) para jovens e de estímulo à contratação de maiores de 55 anos desempregados há mais de 12 meses; o empregado receberia um bônus no salário, mas seu FGTS seria menor.

A proposta previa a redução no pagamento de horas extras para algumas categorias profissionais, como bancários, jornalistas e operadores de telemarketing. Além do aumento no limite da jornada de trabalho de mineiros. A proibição a juízes anularem pontos de acordos extrajudiciais firmados entre empresas e empregados e maior dificuldade para a fiscalização trabalhista, inclusive para casos de trabalho análogo ao escravo.

Confira os senadores que votaram “não“:

Acir Gurgacz (PDT-RO)

Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

Alvaro Dias (Podemos-PR)

Carlos Portinho (PL-RJ)

Cid Gomes (PDT-CE)

Daniella Ribeiro (PP-PB)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Dário Berger (MDB-SC)

Eduardo Braga (MDB-AM)

Eliziane Gama (Cidadania-MA)

Fabiano Contarato (Rede-ES)

Flávio Arns (Podemos-PR)

Humberto Costa (PT-PE)

Izalci Lucas (PSDB-DF)

Jaques Wagner (PT-BA)

Jean Paul Prates (PT-RN)

Jorge Kajuru (Podemos-GO)

Jorginho Mello (PL-SC)

José Aníbal (PSDB-SP)

Kátia Abreu (PP-TO)

Lasier Martins (Podemos-RS)

Leila Barros (Cidadania-DF)

Lucas Barreto (PSD-AP)

Mara Gabrilli (PSDB-SP)

Marcelo Castro (MDB-PI)

Marcos do Val (Podemos-ES)

Nilda Gondim (MDB-PB)

Omar Aziz (PSD-AM)

Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)

Otto Alencar (PSD-BA)

Paulo Paim (PT-RS)

Paulo Rocha (PT-PA)

Plínio Valério (PSDB-AM)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Reguffe (Podemos-DF)

Renan Calheiros (MDB-AL)

Roberto Rocha (PSDB-MA)

Rodrigo Cunha (PSDB-AL)

Rogério Carvalho (PT-SE)

Romário (PL-RJ)

Rose de Freitas (MDB-ES)

Simone Tebet (MDB-MS)

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

Weverton (PDT-MA)

Zenaide Maia (PROS-RN)

Confira os senadores que votaram “sim” pela reforma:

Angelo Coronel (PSD-BA)

Antonio Anastasia (PSD-MG)

Carlos Fávaro (PSD-MT)

Carlos Viana (PSD-MG)

Chico Rodrigues (DEM-RR)

Confúcio Moura (MDB-RO)

Eduardo Girão (Podemos-CE)

Eduardo Gomes (MDB-TO)

Eliane Nogueira (PP-PI)

Elmano Férrer (PP-PI)

Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)

Fernando Collor (PROS-AL)

Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ)

Giordano (MDB-SP)

Irajá (PSD-TO)

Jayme Campos (DEM-MT)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Luiz do Carmo (MDB-GO)

Mailza Gomes (PP-AC)

Marcio Bittar (MDB-AC)

Marcos Rogério (DEM-RO)

Mecias de Jesus (Republicanos-RR)

Nelsinho Trad (PSD-MS)

Soraya Thronicke (PSL-MS)

Sérgio Petecão (PSD-AC)

Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

Wellington Fagundes (PL-MT)

Houve apenas uma abstenção, do senador Zequinha Marinho (PSC-PA). Outros dois — Esperidião Amin (PP-SC) e Jader Barbalho (MDB-PA) — não compareceram, e mais três — Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), Maria do Carmo Alves (DEM-SE) e Telmário Mota (PROS-RR) — se ausentaram por licença ou atividade parlamentar. Rodrigo Pacheco (DEM-MG), como presidente do Senado, não vota.

No início da tarde desta quinta-feira (02), divulgou nota justificando seu voto favorável ao projeto da mini reforma trabalhista. Leia abaixo a nota

NOTA OFICIAL
Sobre a MP 1045

Venho fazer um esclarecimento muito importante sobre minha votação favorável a MP 1045. O relatório do Senador Confúcio retirou os itens de reforma trabalhista que ameaçavam os direitos dos trabalhadores.
Demais itens (inseridos pela Câmara dos Deputados) e muito questionados por várias categorias, seriam discutidos, negociados e votados na sequência da votação principal, o que não chegou a ocorrer, por causa do arquivamento da matéria.
E não poderia votar diferente, porque a MP 1045 era o Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda (Novo BEM), uma reedição da MP 936, da qual fui o relator em 2020.
Essa MP ajudou a salvar mais de 20 milhões de empregos com a suspensão de contrato, redução de carga horária, desoneração da folha de pagamento e muitas outras flexibilizações trabalhistas exaustivamente discutidas e negociadas com todas as centrais de trabalhadores do país e com os partidos defensores desta pauta, a exemplo do PT.
Infelizmente, a polarização político-partidária em que vive, ou sobrevive, o nosso país tem prejudicado as pautas realmente importantes. A matéria foi arquivada, perdemos o BEM e não teremos a oportunidade de discutir ponto-a-ponto esses itens questionados pelas centrais de trabalhadores.
O Bem foi o Programa de maior resultado durante a pandemia. Foram 23,4 milhões de acordos firmados e 11,1 milhões de empregos preservados. Apenas em 2021: 2,6 milhões de trabalhadores e 632,4 mil empregadores firmaram 3,2 milhões de acordos.

Votei sim, pela proteção do vínculo de empregos para a retomada econômica
Votei sim, pela preservação das empresas e da renda do trabalhador
Votei sim, pela redução dos impactos econômicos e sociais da pandemia

Senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO)

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