Direita tenta selar paz para viabilizar candidatura de Bolsonaro no Estado

Grupo se reuniu na última semana com o intuito de viabilizar candidaturas majoritárias, porém o aval será do presidente da República

Em uma tentativa de criar unidade em defesa da candidatura à reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e da construção de uma candidatura ao Senado e ao Governo Estadual, os líderes da direita bolsonarista se reuniram na última semana. O objetivo é aparar arestas e viabilizar um palanque para as eleições de 2022, e isso independe da filiação do presidente a uma determinada sigla partidária.

Participaram das conversas líder do grupo o deputado federal Vitor Hugo (PSL), o ex-deputado federal Fábio Sousa (sem partido), o deputado estadual Paulo Trabalho (PSL), o presidente da Frente Conservadora de Goiás (FCG), Oseias Varão (Progressistas), o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de Goiás (Assego), Luiz Cláudio Coelho, o empresário e quarto colocado nas eleições da prefeitura de Goiânia, Gustavo Gayer (DC), e outros nomes que podem concorrer às eleições de 2022.

A reunião, de acordo com o grupo, foi para “aparar arestas” e para criar um palanque para que o presidente da República dispute as eleições e tenha apoio no Estado. O palanque pode ser criado com uma candidatura ao governo, de Vitor Hugo, e uma candidatura ao Senado Federal, que pode ser do deputado estadual Paulo Trabalho (PSL), que disponibilizou o seu nome como postulante. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, também é lembrado como postulante ao Senado. “Nós temos um nome para o Senado Federal e um nome para o Governo, mas isso será definido em conjunto com o presidente”, comentou Vitor Hugo, que não esconde sua pretensão de concorrer ao governo.

Apesar da proximidade do anúncio da filiação de Bolsonaro ao PL, o discurso é de que a reunião ainda não teve nenhuma questão partidária envolvida, e que as construções para as eleições de 2022, suas estratégias e os quadros não foram discutidos. “O que foi definido foi que este grupo apoia o presidente da República”, comentou Vitor Hugo, que acredita que a direita está “unida” e “fortalecida”.

É o que também acredita o ex-deputado federal Fábio Sousa (sem partido), que afirmou que o intuito é fortalecer a direita ligada ao governo Bolsonaro. “Estarei ao lado do presidente, isso é fato. O resto a gente vai discutir partindo desta premissa”, comentou o ex-deputado que ainda não tomou decisão sobre qual caminho deve seguir em 2022, somente que será candidato a Câmara Federal em um partido que “esteja alinhado com Bolsonaro”.

O nome para o senado deste grupo seria do deputado estadual Paulo Trabalho. O social-liberal colocou o seu nome à disposição do grupo nesta reunião e reitera que a organização é independente, com um único objetivo: “reeleger Bolsonaro”, porém avalia candidaturas ao Senado e ao Governo do Estado.

“Nosso objetivo é fortalecer, estabelecer planos e uma estratégia para reeleger o presidente Bolsonaro e o nome de Vitor Hugo está à disposição, caso ele seja escolhido pelo presidente da República. A direita estará pronta para apoiar quem o presidente apoiar”, destacou o democrata cristão Gustavo Gayer, que é cotado como candidato a deputado federal com o apoio da Frente Conservadora.

Frente conservadora terá candidatos

O presidente eleito da FCG, Oseias Varão, que participou da reunião explica que o grupo é ter um candidato à Câmara Federal, que deve ser Gayer, e “alguns” nomes para a Assembleia Legislativa, independente da sigla. Ele, porém, afirma que a FCG pretende auxiliar na tentativa de constução de uma candidatura nas eleições majoritárias, porém já adianta que a Frente Conservadora deve apoiar uma candidatura a Câmara Federal e algumas candidaturas para a Alego, porém isso independe da Reunião.

“A Frente conservadora é um movimento independente, de direita, nosso objetivo é trazer candidaturas de direita, de conservadores. Se o Vitor Hugo for candidato, a gente vai apoiá-lo, se for outro nome, a gente vai avaliar”, comentou Oseias Varão, que amplia a quantidade de candidatos ao Legislativo. “É mais amplo, teremos vários candidatos a deputado federal, vários candidatos a deputado estadual”, acrescentou o progressista.

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