Dilma: “As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou”

Presidente desafia a provarem envolvimento dela em esquemas de corrupção e afirma não ver base para seu impeachment

Foto: Lula Marques/Agência PT

Dilma Rousseff: “Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país” | Foto: Lula Marques/Agência PT

Em entrevista publicada na Folha de S. Paulo desta terça-feira (7/7), a presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou não ter “culpa no cartório” nos esquemas de corrupção investigados em seu governo e disse que não ver base legal para seu impeachment. “Vão provar que algum dia peguei um tostão? Vão? Quero ver algum deles provar. Todo mundo neste país sabe que não”, sustentou.

“Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso”, declarou Dilma. A petista defendeu ainda o PMDB dizendo que não é esse o partido que a quer fora do poder, mas uma oposição “um tanto quanto golpista”.

À reportagem, a presidente falou que não gosta da prática de delação, pois considera que delatores costumam depor fragilizados. “Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher”.

Sobre declarações recentes do ex-presidente Lula (PT) de que Dilma e ele estariam no “volume morto”, ela respondeu que não se sente assim. “Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país”, defendeu. A presidente se esquivou de outra pergunta sobre Lula afirmando que não faz críticas a ele. “O presidente Lula tem direito de falar o que quiser”.

Dilma comentou também os boatos que foram espalhados recentemente nas redes sociais de que ela teria tentado suicídio e disse que nem mesmo quando foi presa e torturada durante a ditadura militar tentou se matar. “Vivemos numa democracia. Não dá para achar que isso aqui seja uma tortura. Não é. É uma luta para construir um país”, afirmou.

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