Dilma admite que economia não está bem e afirma que causa de CPI não é a Petrobras, mas ela

Petista recebeu jornalistas em jantar no Palácio da Alvorada e abordou todos os temas que envolvem sua gestão e o próximo pleito eleitoral. Perguntas enfocaram política e economia

A presidente Dilma Rousseff falou abertamente sobre os percalços econômicos intensificados em sua gestão e admitiu que “não está tudo bem” com os preços impostos aos brasileiros durante jantar descontraído com jornalistas e representante dos principais veículos da mídia brasileira na noite da última terça-feira (6/5) no Palácio da Alvorada. Ela respondeu a praticamente todas as perguntas.

“O efeito da inflação não explica o mal-estar. Não está tudo bem, mas está sob controle”, disse, emendando que quem a crítica tem “memória curta”, referindo-se à melhora na renda creditada aos três governos do PT. “Melhorou a renda, eu quero mais. A população quer mais e melhores serviços. O estoque de bens é de agora, mas de serviços é do passado, quem me critica tem memória curta.”

Como esperado, os temas economia e política foram os mais enfocados, sendo que a petista negou propaganda antecipada no discurso do Dia do Trabalhador, em 1º de maio, quando anunciou melhoras ao Bolsa Família, reajuste na tabela do Imposto de Rende e abordou as polêmicas que envolvem a economia e a Petrobras.

Apesar de reconhecer publicamente o problema, a petista garantiu que a inflação está sob controle. A presidente adotou frases de efeito no sentido de demonstrar confiança e disposição, em resposta ainda ao chamado coro “volta Lula” formalizado pelo PR na semana passada. Dizendo não ser uma “pessoa deprê”, Dilma Rousseff afirmou que irá à luta para manter-se presidente da República.

“A única pessoa que te derrota é você mesma. Em qualquer circunstância, a derrota está aqui dentro [apontou para a cabeça] e eu não me deprimo”, declarou. Na semana passada a petista disse esperar pelo apoio de sua base, mas que se não o tivesse se lançaria à reeleição da mesma forma. Na ocasião ela comentava o movimento “volta Lula”, quando disse considerá-lo normal.

Perda da popularidade

Dilma disse apenas que lamenta “muito” o fato de a Bolsa de Valores cair quando os índices de intenções de voto dela apresentam queda em pesquisas e que não haverá aumento de impostos em seu governo. A petista rechaçou veementemente que em 2015 a economia brasileira sofrerá um colapso. “Se 2015 vai explodir? Essa história é ridícula. O Brasil é um país sólido”, respondeu enfaticamente, elencando que o país vive em estabilidade econômica, possui uma indústria sofisticada e “altamente atraente para o capital internacional.” Segundo a presidente, “O Brasil vai bombar.”

Para desqualificar as críticas direcionadas a ela devido aos resultados dos últimos PIBs brasileiros, Dilma comparou o Brasil aos Estados Unidos ao citar que a economia norte americana cresceu 0,025% no último trimestre, o que daria 0,1% ao ano, mas que mesmo assim é considerada uma economia em recuperação. “Aqui no Brasil se isso acontecesse o céu estava caindo na minha cabeça, iam dizer que é um desastre, que o mundo caiu.”

Crítica velada aos adversários

Apesar de não citar nomes, Dilma Rousseff menosprezou propostas a serem apresentadas por seus opositores durante a campanha. Sobre fixação de uma meta de inflação em 3% em curto prazo –– promessa de Eduardo Campos e Marina Silva (PSB) ––, a presidente afirmou que haveria recessão e desemprego. “O desemprego iria lá para os 8,2%. Quero ver fazer investimento social, investimento em infraestrutura”.

Quando perguntada sobre qual a preferência para a disputa presidencial, a petista se esquivou: “Sem preferências, querida”, disse a uma repórter.

Provável CPI

A presidente Dilma Rousseff afirmou não temer uma CPI sobre as denúncias envolvendo a Petrobras. Segundo a petista, seu governo é transparente, por isso não se preocupa, mas frisou que só vê motivos políticos para a instalação da comissão. “É muito contraditório o tratamento que se dá para qualquer coisa no Brasil, investigações que só atingem o governo federal. O interesse todo nessa história sou eu”, declarou.

A petista reiterou que se tivesse pleno conhecimento das cláusulas do contrato sobre a compra de Pasadena (Texas) não teria assinado o documento e que agora as apurações e demais informações estão sob investigação do Tribunal de Constas da União (TCU) e demais órgãos responsáveis.

2 respostas para “Dilma admite que economia não está bem e afirma que causa de CPI não é a Petrobras, mas ela”

  1. Avatar togo edgard yeda disse:

    O Pais vai Bombar sim, de inflação. o(A) MANTEGA “MINISTRO”, está derretendo, por gentileza chamem PEDRO MALAN para nos salvar da inflação, senão vamos virar uma VENEZUELA OU CUBA.

  2. Avatar togo edgard yeda disse:

    No hospital um paciente tomava soro no banheiro, esse é compromisso dela com o povo na saúde, sem contar outras reportagens, ela deveria ver O PROGRAMA BRASIL URGENTE, LÁ CONTA TODA A HISTORIA COMO ANDA A SAÚDE NO BRASIL, GASTAR 10 BILHÕES NA COPA, TEM, MAS PARA A SAÚDE TEM “ZERO”.

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