Dia Nacional de Santa Dulce dos Pobre pode ser o 10º feriado nacional

Senado aprovou homenagem. Proposta agora segue para a Câmara dos Deputados

O Brasil pode ter o 10º feriado nacional depois que o Senado Federal aprovou , nesta terça-feira, 23, o projeto de lei que propõe homenagear a Irmã Dulce, freira brasileira que dedicou a vida para ajudar os mais pobres. A proposta inicial era tornar o dia 13 de agosto o 10º feriado nacional do país, porém, para evitar impactos econômicos e dificuldades na aprovação da iniciativa, a ideia foi eliminada pelos senadores.

O plano atual é tornar a data como o Dia Nacional de Santa Dulce dos Pobres. No entanto, a alteração pode ser ratificada pela Câmara dos Deputados, para onde o projeto segue. O autor da PL 4.028/2019 é o senador Ângelo Coronel (PSD -BA) e possui como relator Flávio Arns (Podemos – PR). Para Ângelo, é uma justa homenagem à primeira santa brasileira reconhecida oficialmente pela Igreja Católica, disse à Agência Senado. 

O dia 13 marca a trajetória da freira em diversos momentos. No ano de 2019, em outubro, a Irmã Dulce foi canonizada pelo Papa Francisco. Porém, foi em 13 de março de 1992 que Dulce faleceu. O texto original de Angelo Coronel fixava esta últma data como o marco para a celebração. 

Em resposta às dúvidas de qual dia deveria ser escolhido, o 13 de agosto foi lembrado. A data marca quando Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes se tornou Irmã Dulce. Ao receber o hábito das Irmãs Missionárias, em Salvador (BA), a freira passou a adotar o nome por qual é conhecida em homenagem à mãe, Dulce Maria de Souza, em 1933. Além disso, no estado da Bahia, a data definida já é, tradicionalmente, celebrado na região.

Irmã Dulce

Nascida no dia 26 de agosto em Salvador (Bahia – BA), Irmã Dulce nasceu Maria. Em texto da página oficial da santa, é apontado que a vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Aos 13 anos, Irmã Dulce passou a acolher pessoas em situação de rua e doentes em sua casa, transformando a residência da família em um centro de atendimento. 

A casa ficou conhecida como “A Portaria de São Francisco”, devido ao número de carentes que se aglomeravam na porta da jovem. Também foi nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Fonte Agência Senado*

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