Dia dos Pais deve ter presente, mas sem grande consumo no comércio, avalia presidente da Fecomércio

Marcelo Baiocchi vê melhora na economia, mas lembra que famílias ainda estão endividadas

Marcelo Baiocchi | Foto: Jornal Opção

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) não prevê uma Dia dos Pais de grande consumo, mas marcado por “lembrancinhas”, apesar de alta de 3,3% do Índice de Confiança do Consumidor em julho. Em Goiás não será diferente.

Segundo Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio-GO, a expectativa de Goiás não foge muito a de São Paulo. “Sem presente ninguém vai ficar, mas vai ter só para passar em branco”, diz ele.

Baiocchi justifica que um dos fatores são as dívidas familiares. Em abril, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou o percentual de famílias endividadas chegou a 62,7%.

Futuro

No futuro, a expectativa de Baiocchi é que, com o aumento da ocupação que tem ocorrido, o consumo cresça – no mês de junho, o desemprego recuou para 12,3% ou 12,984 milhões de desempregados (IBGE). “O comércio vive em função da economia”, observa.

Outro ponto positivo que ele mencionou e que pode aquecer o comércio é a previsão da redução na taxa básica de juros, a Selic, em 5,5% no encerramento de 2019. Esta estava 6,5%. “São muitos milhões a menos que o próprio governo paga. Melhor para todos nós”.

Natal

Baiocchi também pontuou que o Natal é a grande data do comércio e que ninguém deixa passar em branco. “Ninguém adquire só um presente, mas vários”.

Por isso, ele afirma que, se os índices de melhora de geração de emprego no País se confirmarem, bem como o índice Itaú dos números pré-crise do Centro-Oeste, o Natal será melhor que do ano passado.

Índice Itaú

Segundo o índice Itaú para a atividade Econômica, somente o Centro-Oeste e o Sul recuperaram o nível de atividade econômica pré-crise. Neste, indicador trata de empregos formais, comércio, indústria e agricultura, apenas as duas regiões igualaram ou superaram os números de março de 2014 (quando começou a queda do PIB brasileiros).

Sobre isso, o presidente da Fecomércio-GO afirmou ser uma situação muito recente para avaliar, mas diz ser bom. “Um sinal de que pode haver melhor. Mas ainda não sabemos se é pontual nesse momento”.

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