Desemprego no Centro-Oeste sobe para 9,7% no primeiro trimestre de 2016

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostra que taxa teve aumento em todo o País em comparação com final de 2015

A taxa de desemprego do primeiro trimestre de 2016 no Centro-Oeste subiu para 9,7%. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Continua), divulgada no fim de abril, mas somente nesta quinta-feira (19/5) detalhada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice no Brasil ficou em 10,9%, que equivale a 11,1 milhões de pessoas — tendo subido em todas as grandes regiões do país, na comparação com o mesmo período de 2015.

Os dados indicam que a taxa mais alta de janeiro a março deste ano foi a da região Nordeste, onde passou de 9,6% para 12,8%, entre os três primeiros meses do ano passado e os deste ano — o equivalente a uma elevação de 3,2 pontos percentuais.

No Sudeste, onde está concentrado o maior contingente de trabalhadores, a taxa subiu de 8% para 11,4%, 3,4 pontos percentuais a mais que a aferição anterior; na região Norte, o desemprego aumentou de 8,7% para 10,5%; no Centro-Oeste, de 7,3% para 9,7%; e no Sul, de 5,1% para 7,3%.

Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2015, as taxas haviam sido de 10,5% no Nordeste, 9,6% no Sudeste, 8,6% no Norte, 7,4% no Centro-Oeste e 5,7% no Sul.

Por Estados

As informações divulgadas pelo IBGE não mostram os indicadores aferidos em Goiás, destacando, apenas, as maiores taxas de desemprego, que foram observadas na Bahia (15,5%), Rio Grande do Norte (14,3%) e Amapá (14,3%). Já as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (6%), Rio Grande do Sul (7,5%) e Rondônia (7,5%).

O instituto informou, ainda, que o nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,7% para o total do país no primeiro trimestre do ano. Apenas o Nordeste, com taxa de ocupação de 49%, ficou abaixo da média do país.

Nas demais regiões, o nível de ocupação foi de 59,8% no Sul; 58,6% no Centro-Oeste; 55,9% no Sudeste; e 55,0% no Norte. Percentualmente, as maiores taxas de desemprego ficaram com Santa Catarina (60,4%), Rio Grande do Sul (59,8%) e Mato Grosso do Sul (59,7%).

Já as mais baixas foram anotadas em Alagoas (42,8%), Rio Grande do Norte (46,7%) e Ceará (47,2%). (As informações são da Agência Brasil e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

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