Dermatologistas realizam consultas gratuitas em Goiânia

Ação faz parte da campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia lança para o Dezembro Laranja 2018

Foto: Divulgação

Pelo quinto ano consecutivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza a campanha Dezembro Laranja, iniciativa apoiada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) para alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento da doença no Brasil.

Quem reforça a importância do tema é o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Goiás (SBD-GO), Adriano Loyola. “A campanha segue com o tema Se exponha mas não se queime, cativando o interesse da população ao fazer um trocadilho entre a exposição solar e a exposição nas redes sociais. A conscientização pública é uma das formas de reduzir o número de casos da doença”, conta.
No Brasil, a primeira ação da campanha Dezembro Laranja ocorrerá no próximo dia 1º de dezembro (sábado), das 9h às 15h, em um mutirão onde cerca de 3 mil dermatologistas realizarão consultas, gratuitas, em 132 postos de atendimento. A expectativa é de que mais de 30 mil pessoas, no País, sejam atendidas durante a mobilização.

Em Goiânia, a campanha ocorrerá no Hospital das Clínicas-UFG. “Os médicos esperam atender mais de 1.000 pessoas. Cerca de 80 dermatologistas e voluntários participarão desta ação”, diz o presidente da SBD-GO, que completa: “Desde 1999, o mutirão já beneficiou quase 600 mil brasileiros”.

Ainda de acordo com Loyola, na edição de 2017 foram atendidas cerca de 20 mil pessoas: “Dessas, 13,28% (2.651) apresentaram lesões de câncer na pele, sendo já encaminhadas para tratamento”.

Prevenção

Para prevenir o câncer de pele, médicos da SBD orientam que, sob o sol, deve ser usado chapéu com aba larga, roupas que cubram boa parte do corpo, óculos de sol e protetores solares com fator mínimo de a proteção solar (FPS) 30. “Hidratar o corpo também é uma medida fotoprotetora importante, e, claro, evitar os horários de maior insolação: das 10h às 16h”, recomenda Loyola.

De acordo com o dermatologista, outra forma de prevenção é identificar possíveis alterações na pele – costas, atrás das orelhas, cabeça e planta dos pés – de uma a duas vezes por ano, de frente para o espelho.

“Devem ser procuradas: pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada, rosa, que pode causar coceira; ferida ou nódulo na pele, que cresce rapidamente e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira; ferida que não sara e que sangra durante várias semanas; verruga que cresce; mancha ou pinta que muda de aspecto”, finaliza o presidente da SBD-GO.

Câncer de pele

Segundo definições da SBD e da SBD-GO sobre o câncer de pele, a doença é provocada pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. É o câncer mais frequente no Brasil, e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no País, mas que apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Dentre os tumores de pele, o tipo não melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias são as principais vítimas. Como a pele – maior órgão do corpo humano – é heterogênea, o câncer de pele não melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.

Números

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é que o número de câncer de pele não melanoma seja de 165.580 mil novos casos. Um dado novo deste período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil). A outra notícia é que a estimativa de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma diminuiu em 10 mil casos de um biênio para o outro.

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